CVC
Renata Giannotti, diretora de Gente e Cultura e integrante do Comex da CVC Corp

Há histórias profissionais que se entrelaçam tão profundamente com uma empresa que acabam se confundindo com a própria trajetória de vida. É exatamente assim que Renata Giannotti descreve sua jornada dentro da CVC Corp.

Diretora de Gente e Cultura e integrante do Comitê Executivo da companhia, Renata soma mais de duas décadas na empresa, uma caminhada que começou de forma quase casual, mas que se transformou em uma história de crescimento, transformação e propósito.

O M&E entrevistou nos últimos meses, diversas mulheres inspiradoras em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, e soltará, ao longo dos próximos dias, uma série de entrevistas com essas personagens tão importantes para o nosso setor, que podem ser conferidas por aqui. O Turismo é feito de mulheres, por mulheres e para mulheres, e é isso que vamos poder observar ao longo da entrevista a seguir.

Formada em administração e com pós-graduação em psicologia organizacional, Renata sempre teve interesse pela área de recursos humanos. Durante a faculdade, iniciou seus primeiros estágios focada em gestão de pessoas. Foi nesse período que surgiu a oportunidade de entrar na CVC.

A proximidade geográfica também ajudou: sua faculdade ficava no ABC paulista, região onde a empresa está sediada. Assim, em 2003, ainda muito jovem, começou como estagiária.

O que ela não imaginava naquele momento era que estava dando o primeiro passo de uma jornada que atravessaria praticamente toda a história recente da companhia.

Crescer junto com a CVC

Ao longo dos anos, Renata acompanhou de perto todas as grandes transformações da CVC. Viu mudanças de gestão, aquisições estratégicas, a abertura de capital, diferentes ciclos do mercado e até momentos de crise que impactaram profundamente o turismo, como a pandemia.

Mais do que observar essas mudanças, ela fez parte delas.

“Eu peguei todas as fases da empresa. Acabei acompanhando toda essa construção e transformação”, lembra.

Nesse processo, sua própria vida também evoluiu junto com a companhia. Muitas de suas conquistas pessoais aconteceram paralelamente ao crescimento profissional: o casamento, a compra do primeiro apartamento, a maternidade e até as primeiras viagens.

O turismo, aliás, também entrou na sua vida dessa forma. Suas primeiras experiências viajando de avião e até sua primeira viagem internacional aconteceram já enquanto trabalhava na empresa.

“Minha história pessoal se mistura muito com a minha história na CVC”, conta.

Maternidade, carreira e equilíbrio

Conciliar uma carreira executiva com a maternidade nunca foi uma tarefa simples, realidade compartilhada por muitas mulheres no mercado de trabalho.

Renata lembra que os primeiros anos da filha foram os mais desafiadores, especialmente em momentos em que o negócio exigia dedicação intensa. Um exemplo foi logo após seu retorno da licença-maternidade, quando a empresa entrou em um período de aquisições e transformações importantes.

Para conseguir equilibrar todas as responsabilidades, a rede de apoio foi fundamental.

Durante anos, ela contou com o suporte dos pais e de uma estrutura familiar que ajudava a manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Mas há outro elemento que também fez diferença: a paixão pelo que faz.

“O turismo é um negócio muito apaixonante. A gente vende viagens, vende sonhos. Isso também faz com que todo mundo ao nosso redor entenda o quanto esse trabalho é importante para a gente”, destacou.

O olhar feminino na liderança

Hoje, como integrante do Comitê Executivo da companhia, Renata também carrega uma responsabilidade simbólica importante: representar a presença feminina em posições estratégicas dentro de uma grande empresa do turismo.

Em um ambiente historicamente dominado por homens, ela reconhece que o desafio é grande, especialmente sendo a única mulher em algumas reuniões do alto escalão.

Mas, ao mesmo tempo, percebe um movimento de mudança.

Cada vez mais, o mercado começa a reconhecer o valor de diferentes perspectivas dentro da liderança. O olhar feminino, com sensibilidade e abordagem distinta para gestão de pessoas e negócios, passa a ser visto como um diferencial.

“Eu sinto que existe uma valorização dessa visão feminina. Não apenas para temas de pessoas, mas para o negócio como um todo”, explica.

Abrindo caminhos para outras mulheres

Nos últimos anos, o debate sobre diversidade e liderança feminina tem ganhado mais força no setor de turismo. Para Renata, esse movimento é fundamental para que novas profissionais consigam visualizar caminhos possíveis dentro da indústria.

Ver mulheres ocupando posições estratégicas ajuda a ampliar horizontes, algo que impacta não apenas dentro das empresas, mas em todo o mercado.

Ela acredita que esse processo ainda está em construção, mas que a tendência é de crescimento.

“O mais importante é que existe uma consciência cada vez maior sobre a importância desse equilíbrio de visões dentro das lideranças”.

No Dia Internacional da Mulher, trajetórias como a de Renata Giannotti reforçam que o turismo, um setor que conecta pessoas, culturas e sonhos, também está em processo de transformação interna.

E, cada vez mais, mulheres estão assumindo papéis centrais nessa jornada.