"Turismo é relacionamento": Renato Alves faz balanço dos seus seis meses na CVC
Renato Alves, diretor de Novos Canais de Vendas da CVC Corp (Beatriz do Vale/M&E)

20 de janeiro de 2025. Renato Alves é anunciado como diretor de Novos Canais de Vendas da CVC Corp. Quase 6 meses depois, o executivo faz um balanço da sua chegada à operadora. Alves já imprimiu seu estilo à operação e conversou com o M&E durante o Expo Turismo Goiás, para falar sobre aprendizados, estratégias e os próximos passos. Em tom direto, ele reforçou: “Turismo é relacionamento. E eu gosto mesmo é de estar perto”.

M&E – A presença física nos eventos regionais é algo que você tem priorizado muito. Qual é a importância disso para você?

Renato Alves – Eu sou um cara que gosta do olho no olho, de estar nos lugares, entender o que precisa ser feito, fazer negócio, visitar e escutar. Isso gera credibilidade, gera confiança. E, acima de tudo, eu adoro fazer isso. Quando a gente faz o que gosta, tudo flui melhor. Esse é o meu jeito, e também é o jeito da CVC. Eu não faço só o negócio de converter uma loja. Quando ela se torna franquia, eu vou na inauguração, mantenho contato, acompanho. Turismo é relacionamento.

M&E – E como você enxerga a participação da CVC em feiras mais novas, como a Expo Turismo Goiás, em comparação com eventos mais consolidados como a WTM?

Renato Alves – Tem que estar presente em todas, principalmente em feiras regionais como essa, que é a única do Centro-Oeste. Não estar aqui seria desprestigiar o agente. E nosso papel é exatamente o contrário: é prestigiar. Seja com multimarcas, seja com todas as empresas do grupo. A gente precisa estar próximo, mostrar novidade, fazer negócio.

M&E – Em regiões onde não há esse tipo de evento, como vocês se aproximam dos agentes de viagem?

Renato Alves – Começa com uma conversa: marco um call, escuto, faço uma apresentação de uma hora e meia explicando tudo sobre o modelo CVC. Se fizer sentido para ele, vou até lá. Ou ele vem até a gente. Mas meu primeiro passo é estar disponível e fazer esse contato inicial com profundidade.

M&E – O segundo semestre de 2025 já começou. O que vem pela frente? Há algum projeto que pode ser divisor de águas?

Renato Alves – O semestre é mais desafiador, sim, porque temos mais agências para converter, mas já temos uma estratégia clara e estamos correndo atrás. Sobre projetos: temos dois grandes em andamento, com potencial de transformação. Um envolve a CVC Corp, outro é diretamente voltado aos franqueados. São iniciativas robustas e ousadas. Ainda não posso revelar, mas até outubro teremos novidades. E, quando for a hora, sentamos para fazer uma matéria só sobre isso.

M&E – Quais são as principais vantagens para um agente de viagens que decide se tornar um franqueado da CVC?

Renato Alves – São muitas. O agente já é um profissional de turismo, mas nem sempre domina administração, marketing ou tecnologia. A CVC entrega tudo isso: jurídico, CRM, inovação, marca forte e estrutura. E quando o agente já tem conhecimento do setor, o negócio deslancha mais rápido. A gente analisa tudo antes de abrir: se a cidade comporta, o potencial de vendas, retorno do investimento. Se não for viável, a gente não abre. Crescimento com responsabilidade.

M&E – No início do ano, o número de franqueados já havia superado expectativas. E agora, passados seis meses?

Renato Alves – Continuamos batendo metas. O número de franqueados hoje já é maior que o do mesmo período do ano passado. E estamos confiantes de que vamos fechar 2025 com um crescimento ainda mais forte.

M&E – Quando assumiu o cargo, você falou que ainda estava conhecendo a estrutura interna da CVC. Como tem sido essa integração com os times?

Renato Alves – A CVC tem uma estrutura muito grande, e fui muito bem recebido. As decisões aqui são colegiadas, o que me surpreendeu positivamente. A presidência não impõe, todo mundo senta junto para discutir e decidir. Isso é raro em uma empresa desse tamanho. E como eu cheguei com o propósito de gerar mais negócios, todo mundo entendeu que vim para somar. Isso facilitou muito.

M&E – E que tipo de perfil você busca para compor sua equipe?

Renato Alves – Respeito, comprometimento e vontade de fazer a coisa certa. Não adianta só ter urgência, que o mercado hoje exige, se não tiver empatia e ética. O perfil ideal é quem respeita o outro, pensa no coletivo e quer crescer junto, atingindo os objetivos.