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Pacote financiado pelo BNDES inclui 11 aeroportos da Aena Brasil e prevê conclusão das obras até 2028 (Divulgação/Aena)

O governo federal anunciou na última quarta-feira, 11, em Brasília, um pacote de R$ 5,7 bilhões para a modernização de aeroportos administrados pela Aena Brasil, dentro do Novo PAC, com financiamento majoritário do BNDES, abrangendo 11 terminais em quatro estados e com foco na ampliação da capacidade operacional, na melhoria da infraestrutura e no aumento da movimentação de passageiros, que pode chegar a 40 milhões por ano.

Do total anunciado, R$ 4,64 bilhões serão aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo o governo, a estrutura financeira permitirá alavancar investimentos que podem alcançar R$ 9,2 bilhões ao longo do contrato de concessão. A operação foi modelada como project finance non recourse, com pagamento lastreado no fluxo de receitas dos próprios aeroportos, o que garante financiamento de longo prazo e reduz riscos financeiros.

A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus.

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O pacote de investimentos foi desenhado para superar gargalos históricos da aviação civil (Eduardo Oliveira/MPor)

O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o programa busca enfrentar gargalos históricos da aviação civil e ampliar a conectividade regional. “Embora seja essencial ter um olhar para os grandes centros, é fundamental garantir o crescimento da aviação no interior do país”, disse.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a operação representa um novo ciclo de investimentos em infraestrutura. “Com as inovações financeiras adotadas pelo banco, estamos vivendo um ciclo de expansão da infraestrutura do Brasil”, afirmou.

Já o diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o financiamento como um marco para o setor. Segundo ele, o aporte confirma a confiança da concessionária no crescimento do transporte aéreo nacional e na ampliação da infraestrutura aeroportuária brasileira.

Aeroportos regionais e a ampliação de Congonhas

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Segundo o Palácio do Planalto, o conjunto desses aeroportos movimenta atualmente cerca de 29 milhões de passageiros por ano (Divulgacão/ Aena)

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, concentra a maior parcela dos investimentos, com R$ 3,8 bilhões na primeira fase. O projeto prevê a construção de um novo terminal de passageiros, ampliando a área de 40 mil metros quadrados para 105 mil metros quadrados. Também estão previstas a expansão do pátio de aeronaves, o aumento do número de pontes de embarque, de 12 para 19, e a ampliação da área comercial, que deverá ultrapassar 20 mil metros quadrados.

De acordo com dados do governo, as obras em Congonhas já alcançaram cerca de 29% de execução e têm conclusão prevista para junho de 2028.

Além de Congonhas, o plano contempla os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá, em Mato Grosso do Sul; Santarém, Marabá, Carajás e Altamira, no Pará; e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros, em Minas Gerais. Nesses terminais, o cronograma prevê conclusão das obras até junho de 2026, com percentuais de execução que variam entre 45% e quase 80%, conforme cada aeroporto.

Segundo o Palácio do Planalto, o conjunto desses aeroportos movimenta atualmente cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com a finalização das intervenções, a capacidade poderá ultrapassar 40 milhões, reforçando a integração aérea entre capitais e regiões do interior.