O governo fixou lance mínimo de R$ 3 bilhões pelos quatro aeroportos, mas esses valores poderão ser alterados pelo TCU
O governo fixou lance mínimo de R$ 3 bilhões pelos quatro aeroportos, mas esses valores poderão ser alterados pelo TCU

Os atuais operadores dos aeroportos privatizados poderão participar da terceira rodada de concessão do setor (Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis), prevista para o primeiro semestre de 2016. Mas, para estimular a concorrência e a criação de hubs (centro de distribuição de rotas) regionais,  a participação será restrita a 15%. Este é o caso da Inframérica, que administra os aeroportos de São Gonçalo do Amarante (RN) e Brasília, por exemplo, caso o consórcio se interesse pelos aeroportos do Nordeste que irão a leilão.

Quem arrematar o de Porto Alegre não poderá levar o de Florianópolis integralmente, por exemplo. Também foi decidido que a Infraero ficará de fora do processo, diferentemente das disputas anteriores quando a estatal permaneceu com 49% de participação nos consórcios. Os estudos que vão balizar os editais foram enviados pelo governo ao Tribunal de Contas da União (TCU), na semana passada.

O governo fixou lance mínimo de R$ 3 bilhões pelos quatro aeroportos, mas esses valores poderão ser alterados pelo TCU. O prazo da concessão será de 30 anos, com exceção de Porto Alegre, que foi fixado em 25 anos. A previsão é que os novos concessionários invistam R$ 7,1 bilhões nos terminais, ao longo do contrato, em reformas de terminais de passageiros, ampliação de pátio e pista.

Diante da necessidade fazer caixa, o governo decidiu que os vencedores dos leilões terão que antecipar 25% do valor da outorga, já na assinatura dos contratos. Nas rodadas anteriores, o valor foi diluído ao longo da concessão. Outra exigência é o consórcio terá que ter como sócio um operador estrangeiro, com experiência no processamento de 10 milhões de passageiros por ano.

A participação deste sócio no consórcio terá que ser de 15%. Já foram repassados ao setor privados os aeroportos de Brasília, Viracopos, Guarulhos (primeira rodada), Galeão e Confins (segunda rodada), nos quais a Infraero permaneceu o negócio. O de São Gonçalo do Amarante foi construído pelo operador privado e não tem a Infraero como sócia.

O Globo