Passagem
Tarifa média doméstica ficou em R$ 703,52, e quase metade registrou o preço da passagem abaixo de R$ 500 (Magnific)

A tarifa média da passagem aérea em voos domésticos no Brasil caiu 5,2% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, chegando a R$ 703,52 por trecho. O recuo ocorreu mesmo com a alta de 35% no preço do querosene de aviação (QAV), um dos principais custos das companhias aéreas. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O resultado também mostra que uma parcela significativa dos passageiros conseguiu encontrar valores abaixo da média nacional. Em julho, 45,4% dos assentos comercializados custaram menos de R$ 500, enquanto cerca de 67% dos bilhetes foram vendidos por valores inferiores aos R$ 703,52 da tarifa média.

No outro extremo, 8,3% dos assentos foram comercializados por mais de R$ 1,5 mil. A diferença entre os valores reflete a composição das tarifas praticadas em diferentes rotas e condições de compra.

Passagem aérea e combustível

Enquanto a tarifa média recuou, o QAV foi comercializado, em média, por R$ 4,89 por litro em julho, alta de 35% em relação ao mesmo mês de 2025. O movimento evidencia a pressão exercida pelo combustível sobre os custos das empresas aéreas.

Apesar da queda nominal na comparação anual, a passagem aérea ainda apresentou uma leve alta quando comparada a julho de 2024. Considerando os valores corrigidos pela inflação, a tarifa média ficou 1,1% acima do registrado dois anos antes.

O que entra na tarifa

O indicador divulgado pela Anac considera exclusivamente o valor pago pelo transporte aéreo. Taxa de embarque e serviços adicionais, como despacho de bagagem e marcação de assento, não fazem parte do cálculo.

Também ficam fora da estatística bilhetes adquiridos em condições que não estão disponíveis ao público em geral, como passagens emitidas com milhas, tarifas corporativas e bilhetes destinados a funcionários das companhias aéreas.