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Aviação

Por R$ 3,3 bilhões, Vinci e CCR arrematam 22 aeroportos em leilão da 6ª rodada

Cristiane Gomes, CEO da divisão de aeroportos da CCR bate o martelo arrematando o Bloco Sul

Cristiane Gomes, CEO da divisão de aeroportos da CCR, bate o martelo arrematando o Bloco Sul

O governo federal arrecadou R$ 3,3 bilhões no leilão dos 22 aeroportos que fizeram parte da 6ª rodada de concessões. Os terminais foram divididos em três blocos: Sul Norte e Central. O valor levantado representa um ágio de 1.673% em relação aos lances iniciais, que somavam R$ 186,2 milhões. Entre os principais aeroportos concedidos estão os de Foz do Iguaçu, Curitiba, Navegantes (SC), Goiânia, Manaus e São Luís.

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Diferentemente das outras rodadas, esta sessão não contou com as chamadas propostas viva voz, onde concorrentes tentam cobrir os lances uns dos outros. Durante o viva voz nenhuma empresa se manifestou, desta forma, as propostas vencedoras foram as apresentadas inicialmente, no processo de abertura dos envelopes

O maior valor veio do Bloco Sul, composto pelos aeroportos de Curitiba/PR, Foz do Iguaçu/PR, Navegantes/SC, Londrina/PR, Joinville/SC, Bacacheri/PR, Pelotas/RS, Uruguaiana/RS e Bagé/RS. O bloco foi arrematado por R$ 2,1 bilhões, ágio de 1.534,36%. A vencedora foi a Companhia de Participações e Concessões (CPC), braço da CCR, uma das maiores concessionárias de projetos de infraestrutura no Brasil. A CCR é a maior acionista privada no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais. O lance inicial para o bloco era de R$ 130,2 milhões.

A CCR também arrematou o Bloco Central por R$ 754 milhões, ágio de 9.156,01%. Com lance inicial de R$ 8,1 milhões, o bloco inclui aeroportos das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste: Goiânia/GO, São Luís/MA, Teresina/PI, Palmas/TO, Petrolina/PE e Imperatriz/MA.

Já o Bloco Norte foi arrematado pela francesa Vinci Airports por R$ 420 milhões, ágio de 777,47%. A proposta inicial era de R$ 47,8 milhões. Renomada administradora, a Vanci é administradora de aeroportos na França, Portugal, Estados Unidos, Japão, República Dominicana, entre outros países. Entre os seus principais terminais estão Lyon, Lisboa Porto, Osaka e Orlando Sanford (aeroporto secundário do destino norte-americano). No Brasil, a Vinci é responsável pelo Aeroporto de Salvador.

Além de Manaus, o Bloco Norte também é composto pelos aeroportos de Porto Velho/RO, Rio Branco/AC, Cruzeiro do Sul/AC, Tabatinga/AM, Tefé/AM e Boa Vista/RR.

Propostas da primeira fase do leilão da 6ª rodada

Propostas da primeira fase do leilão da 6ª rodada. Não houveram propostas no leilão viva voz

AUTORIDADES PRESENTES

Diversas autoridades marcaram presença, como o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, o presidente da Embratur, Carlos Brito, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o diretor-Presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Juliano Alcântara Noman. Outra presença de destaque foi do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que destacou a estratégia do governo de realizar o leilão em meio a pandemia, para tenar sair na frente na busca por investimentos.

“Quantas pessoas chegaram para nós e disseram ‘vocês são loucos, vão licitar aeroportos no meio da maior crise do setor aéreo’. Vamos! Primeiro porque muitos deram um passo para trás, o que nos torna quase exclusivos. Segundo porque temos que aproveitar o excesso de liquidez que há lá fora. Vamos enfrentar uma competição pelo recurso e pelo investimento e temos que sair na frente. Temos um desafio importante, que nos encontra logo ali”, afirmou Freitas.

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em discurso após o leilão da 6ª rodada.

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em discurso após o leilão da 6ª rodada.

Tarcísio ainda ressaltou o papel de destaque do setor aéreo brasileiro durante a crise. “Na crise agora, o setor de aviação no Brasil deu uma demonstração muito interessante. Foi o primeiro a reconhecer a pandemia como uma situação de força maior, foi o primeiro que veio com medidas de proteção de caixa, para as companhias aéreas e também para as concessionárias de aeroportos, atuou no reperfilamento das outorgas e no reequilíbrio econômico e financeiro e fiz isso de uma maneira muito rápida. Mais rápida que em diversos países do mundo. Tudo isso porque existe maturidade na regulação”, comentou.

Já Gilson Machado Neto enalteceu o trabalho de Tarcísio e reforçou o potencial da aviação no Brasil “”Quero agradecer a todos os investimentos e parabenizar o ministro Tarcisio pela sua iniciativa e pela mudança de página que ele tem feito no nosso País. Só nós sabemos a dificuldade para desburocratizar esse país da gente. Onde até para apertar pitoco de elevador tem que ter reunião. Tarcísio, você é um guerreiro e está de parabéns. Como você sempre diz, nós não seremos uma geração perdida. Nenhum país tem a oportunidade que vocês estão tendo com a compra destes aeroportos, principalmente no turismo. Depois da pandemia o mundo todo sabe que o povo vai querer turismo de natureza e nada se compara o Brasil”, afirmou o Ministro do Turismo.

O leilão de aeroportos é o primeiro de uma série de leilões que será realizada essa semana, Chamada pelo governo de Infra Week. A estimativa é levantar um total de R$ 10 bilhões com a concessão de aeroportos, portos, rodovias e ferrovias.

Gilson Machado Neto no leilão da 6ª rodada.

Gilson Machado Neto no leilão da 6ª rodada.

 

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