Redução de voos da Azul não está relacionado com Chapter 11, mas com falta de frota
Daniel Bicudo, vice-presidente comercial e de negócios da Azul, e Giulliana Mesquita, diretora comercial da Azul Viagens (Beatriz do Vale/M&E)

FOZ DO IGUAÇU – O vice-presidente comercial e de negócios da Azul Linhas Aéreas, Daniel Bicudo, esteve presente no primeiro dia do evento inédito da Azul Viagens, o “Agente Tá On Na Estrada 2025”, e explicou aos 300 agentes de viagens sobre a companhia entrar no Chapter 11. Ele pontuou que esse processo é uma recuperação para que a Azul consiga resolver algumas sessões de ativos e passivos da empresa individualmente e ganhar fôlego financeiro para se recuperar, enquanto continua operando normalmente. E também aproveitou para tranquilizar os profissionais quanto ao cenário atual.

“No Brasil, a recuperação judicial traz um peso de que a empresa vai quebrar. E não, não vai”, pontua Bicudo

Toda negociação de uma recuperação judicial passa por algumas manobras para minimizar gastos. E a redução de voos de uma companhia aérea faz parte do plano. Recentemente foi divulgado que a Azul reduziria 35% de suas operações pelo Brasil como consequência do Chapter 11, o que preocupou o trade e que Bicudo fez questão de corrigir:

“Não é de agora, é que não há frota para os próximos anos. Ajustes de malha são inevitáveis, seja por conta de Chapter 11, seja por conta de razões operacionais naturais da companhia”.

“A Azul é uma companhia regional, que atinge 150 aeroportos hoje, mas já foi 160. Lugares que nenhuma outra companhia vai. Este é o DNA, é o DNA que a gente absorveu da Azul Viagens, que é desenvolver mercado, que é desenvolver locais que ninguém pousa. Avião, turismo, isso é desenvolvimento social. É para isso que estamos aqui também, é para fazer com que as comunidades, com que as cidades se desenvolvam para conseguirmos entregar o melhor para os nossos clientes”, finalizou.

*O M&E viaja com apoio da Shift Mobilidade Corporativa e proteção GTA