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Turismo fatura mais de R$ 15 bilhões em abril e acumula alta de 32% em 2022

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Na comparação com abril de 2019, o setor já chegou a 92,5% dos números registrados no pré-pandemia

Dados do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) revelam que o turismo brasileiro faturou R$ 15,3 bilhões em abril, alta de 47,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano, o aumento acumulado é de 32,2%. Na comparação com abril de 2019, o setor já chegou a 92,5% dos números registrados no pré-pandemia.

Segundo a FecomercioSP, os feriados de sexta-feira Santa, Tiradentes e os desfiles de Carnaval contribuíram para o avanço significativo no quarto mês do ano. “A variação de abril demonstra uma sólida recuperação do turismo no Brasil. No mesmo período do ano passado, o setor cresceu 36%. Desta forma, a alta é um indicativo real de melhora nas perspectivas do turismo nacional”, informou a instituição.

Dentre as atividades avaliadas pela pesquisa, o maior crescimento foi observado no transporte aéreo, com elevação de 159,7% na comparação anual, com faturamento foi de R$ 4,6 bilhões. Com isso, o setor voltou ao nível que faturava em abril de 2019 (já com o valor corrigido pela inflação).

“Vários fatores explicam o resultado do transporte aéreo. O primeiro é que as empresas estão ampliando a malha aérea com novas rotas, e a demanda (ainda que menor do que a observada antes da pandemia) tem acompanhado este movimento, mantendo elevada a taxa de ocupação dos assentos. O segundo motivo é o aumento das passagens, que sofre influência da alta do querosene de aviação”, informou a FecomercioSP.

HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO – Os serviços de alojamento e alimentação apresentaram o segundo maior crescimento, com alta de 56,1%, obtendo R$ 4,5 bilhões (na comparação com o período pré-pandemia, seguiu inferior, em 12,9%). A maior movimentação de turistas pelo País devido aos feriados foi fundamental para esse resultado, pois, elevou a taxa de ocupação dos hotéis (inclusive superando o patamar de 2019) e, evidentemente, gerou mais gastos em bares e restaurantes.

ATIVIDADES – O levantamento também demonstra que as atividades culturais, recreativas e esportivas obtiveram alta significativa no quarto mês do ano (21,7%). No entanto, o valor de R$ 1,1 bilhão está longe de se aproximar do período anterior à pandemia: na comparação com abril de 2019, houve queda de 24,2%. O desafio do grupo é a inflação, que, acima da média geral, limita a atratividade dos consumidores.

TRANSPORTE TERRESTRE – Outra atividade que apontou alta em abril, o transporte terrestre – que inclui os ônibus intermunicipal, interestadual e internacional, além de trens turísticos – apontou avanço de 10,9%. O segmento faturou R$ 2,6 bilhões e superou em 1,9% o nível pré-pandemia. Diante do aumento expressivo dos preços das passagens aéreas, é possível que, ao longo do ano, os ônibus se tornem uma alternativa para turistas que queiram manter a programação de lazer.

LOCADORAS – Por fim, as locadoras de veículos, agências e operadoras de turismo avançaram 2,5%, faturando R$ 2,5 milhões. Ao contrário das passagens aéreas, as tarifas de locação de veículos estão em queda nos últimos meses, o que contribuiu para o desempenho menor. O transporte aquaviário foi o único segmento a apresentar queda no mês (-2,3%), obtendo R$ 42,3 milhões (o menor entre as atividades). Entretanto, com grande evolução durante a pandemia, o atual patamar foi superior em 27,3% ao de abril de 2019.

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