Ventos fortes afetam operações em vários aeroportos do país e provocam cancelamentos e desvios de voos
Pista do aeroporto de Foz do Iguaçu impossibilitado de receber voos devido ao mau tempo em São Paulo em junho deste ano (Beatriz do Vale/M&E)

A forte instabilidade climática registrada nos últimos dias em diferentes regiões do Brasil provocou impactos significativos na aviação comercial. Rajadas de vento acima dos limites operacionais levaram a suspensões temporárias de pousos e decolagens, cancelamentos preventivos e ao desvio de aeronaves para aeroportos alternativos em várias partes do país.

Os maiores reflexos foram observados no Sudeste, especialmente em São Paulo, onde Congonhas e Guarulhos concentram grande parte da malha aérea nacional.

A combinação de ventos intensos e baixa visibilidade levou companhias aéreas a ajustar operações e reconfigurar rotas por segurança, o que gerou atrasos e cancelamentos em cascata.

Com as restrições em São Paulo, diversos voos foram alternados para outros aeroportos brasileiros. O Galeão, no Rio de Janeiro, recebeu parte das aeronaves que não conseguiram pousar em Guarulhos durante os períodos de ventania. Viracopos, em Campinas, e Curitiba também operaram como base de apoio e absorveram pousos alternados.

Em menor escala, aeroportos de outras regiões, como Nordeste, Sul e Centro-Oeste, registraram atrasos decorrentes do efeito dominó na malha nacional.

As companhias aéreas reforçam que situações meteorológicas exigem decisões rápidas para preservar a segurança das operações, incluindo desvios, cancelamentos e reacomodação de passageiros. A orientação aos viajantes é acompanhar o status dos voos pelos canais oficiais das empresas e, quando necessário, solicitar assistência conforme previsto nas normas da Anac.