
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) propôs uma nova taxa de US$ 70 mil para instituições de ensino que recomendarem estudantes estrangeiros com visto F-1 para o Treinamento Prático Opcional (OPT), programa que permite a alunos internacionais trabalhar temporariamente em atividades relacionadas à área de estudo. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (7).
Atualmente, o processo envolve uma cobrança de cerca de US$ 500, segundo a Reuters. Pela nova proposta, a instituição teria de pagar US$ 70 mil na primeira recomendação de um estudante para o OPT e US$ 30 mil em recomendações posteriores. As universidades poderiam repassar o custo ao próprio aluno ou ao empregador.
Taxa pode chegar a US$ 100 mil
O OPT permite que estudantes estrangeiros com visto F-1 tenham experiência profissional nos Estados Unidos durante ou depois da formação, desde que o trabalho esteja relacionado à área de estudo. O período pode chegar a 12 meses, com possibilidade de extensão de 24 meses para formados em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla STEM.
O DHS afirmou que a nova taxa busca combater fraudes, fortalecer a integridade do sistema de imigração e proteger trabalhadores norte-americanos. A proposta também ocorre em meio ao endurecimento das regras para trabalhadores estrangeiros durante o governo Donald Trump.
O OPT é utilizado por estudantes estrangeiros como uma porta de entrada para o mercado de trabalho norte-americano e pode funcionar como etapa para quem posteriormente busca o visto H-1B, utilizado por profissionais qualificados. O programa tem importância especialmente em setores que dependem de mão de obra especializada, como tecnologia e outras áreas de STEM.
A proposta ainda precisa passar pelo processo de consulta pública antes de ser finalizada. Segundo o DHS, haverá um período de 30 dias para manifestações e, caso a regra seja aprovada, a implementação ocorrerá posteriormente. A medida também deve enfrentar contestações judiciais.
A possível mudança representa mais uma barreira para estudantes internacionais que pretendem permanecer nos Estados Unidos após a formação. O setor de educação e organizações ligadas à mobilidade internacional avaliam que custos elevados podem reduzir a atratividade do país para esses alunos.







