O turismo baiano vai muito bem, segundo o Ministério do Turismo. Já para o trade local, o setor enfrenta uma das piores crises das últimas décadas. As projeções do governo federal sobre o número de turistas e a movimentação econômica para o feriado nacional de 21 de abril, Tiradentes, em Salvador, gerou críticas de empresários.
Pelas estimativas do Ministério do Turismo, a capital baiana receberia 124 mil viajantes, movimentando a economia em R$ 185 milhões. E vai além, o impacto econômico dos seis feriados nacionais na Bahia será, segundo o Ministério, de R$ 1,2 bilhão.“Gostaríamos de entender como o Ministério do Turismo consegue chegar a este montante de movimentação nos feriados e qual é a base de dados que estão utilizando, pois a nossa realidade é totalmente diferente desses números magníficos”, questiona o presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação, Sílvio Pessoa. Ele lembra que o feriado de Semana Santa em Salvador atingiu apenas 47% de ocupação hoteleira, o pior dos últimos 30 anos, contra históricos 75% em anos anteriores.
“Já o feriado de Tiradentes atingindo 45% de ocupação. E o feriado de 1° de Maio segue no mesmo ritmo, sem procura. “Os hotéis deixaram de vender pacote e estão comercializando diária de baixa estação. Nossa esperança no início do ano era de que estes feriados pudessem alavancar a economia do Turismo o que infelizmente não ocorreu. Nossa realidade é diferente daquela que o Ministério do Turismo propaga”, alerta o dirigente.
Hub – Agora recebemos o golpe de misericórdia, com a decisão da Tam de nem incluir Salvador na disputa pelo hub (centro de conexões de voos) da companhia no Nordeste”, salienta Pessoa. O dirigente se refere ao anúncio da Tam de fazer do Nordeste seu novo hub doméstico e internacional a partir de 2016. Salvador foi deixada de lado por conta da falta de infra estrutura aeroportuária. Na disputa estão Fortaleza, Natal e Recife.







