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Adoção da FNRH Digital vai agilizar o processo de check-in e reduzir custos operacionais (Divulgação/Roberto Castro/MTur)

Os meios de hospedagem no Brasil têm prazo de 20 dias, a partir de 1º de abril de 2026, para concluir a adoção da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital (FNRH Digital). A obrigatoriedade passa a valer em 20 de abril e foi estabelecida pelo Ministério do Turismo como parte de uma estratégia de digitalização dos processos da hotelaria nacional.

A nova ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Serpro e substitui o modelo tradicional de preenchimento em papel por um sistema totalmente digital. A proposta é permitir o registro prévio das informações dos hóspedes, com integração ao sistema Gov.br, reduzindo o tempo de atendimento no check-in e padronizando o processo em todo o país.

De acordo com o Ministério do Turismo, a FNRH Digital proporciona o preenchimento automático de dados, facilitando o registro de hóspedes nacionais e estrangeiros. A ferramenta também permite maior controle das informações coletadas, que passam a ser organizadas em um banco de dados estruturado, com potencial de uso para planejamento e formulação de políticas públicas no setor.

Além da agilidade no atendimento, a adoção do sistema deve impactar a operação dos empreendimentos de hospedagem. A expectativa do governo é que a digitalização reduza custos operacionais relacionados ao uso de papel, armazenamento físico de documentos e tempo de processamento das informações. A medida também busca padronizar a coleta de dados em nível nacional.

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou os efeitos esperados da mudança. “Daremos um passo gigantesco na modernização da hotelaria de todo o Brasil, revolucionando a forma como turistas se hospedam no país. Além disso, com estatísticas mais precisas da ficha digital, o Ministério do Turismo poderá desenvolver políticas públicas e investimentos ainda mais eficientes, atendendo exatamente às necessidades da hotelaria e dos seus hóspedes”, afirmou.

A FNRH Digital está disponível para adesão desde 14 de novembro de 2025

Segundo o Ministério do Turismo, os estabelecimentos precisam se preparar para a implementação, independentemente de utilizarem sistemas próprios de gestão. Para apoiar o processo de transição, o órgão tem promovido ações informativas, incluindo materiais explicativos e uma página de perguntas frequentes para esclarecer dúvidas do setor.

A adoção da FNRH Digital está amparada pela nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024. O sistema também segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com acesso restrito às informações coletadas. De acordo com o governo, apenas usuários autorizados e sistemas específicos poderão acessar os dados, com o objetivo de reduzir riscos de vazamento.

A implementação da nova ficha ocorre em um cenário de crescimento do turismo no país. Em 2025, o Brasil recebeu 9,2 milhões de turistas internacionais, número que representa aumento de 37% em relação a 2024, conforme dados da ONU Turismo. No mesmo período, os aeroportos brasileiros movimentaram 129,6 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais, superando a marca de 120 milhões em um único ano.

No setor hoteleiro, os indicadores também apontam expansão. Segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), a taxa média de ocupação nacional registrou crescimento superior a 2% em 2025 em comparação com o ano anterior. A entidade também informa que o país conta atualmente com 133 projetos hoteleiros em desenvolvimento, número 25% superior ao registrado em 2024.

A obrigatoriedade da FNRH Digital representa uma mudança operacional para os meios de hospedagem, que precisarão adequar seus processos internos e sistemas para atender às exigências estabelecidas pelo governo federal dentro do prazo definido.

A implementação obrigatória da FNRH Digital marca uma etapa na digitalização da hotelaria brasileira, com impactos na operação dos empreendimentos e na gestão de dados do setor. Ao padronizar o registro de hóspedes e integrar informações em nível nacional, a medida busca ampliar a eficiência operacional e fornecer subsídios para o planejamento do turismo no país.