
A MGM Resorts anunciou que seu ambicioso projeto em Dubai, conhecido como The Island, será concluído no terceiro trimestre de 2027. O anúncio foi feito pelo CEO e presidente da empresa, Bill Hornbuckle, durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre, em 30 de abril. O complexo, localizado em uma ilha artificial, reunirá três marcas da rede: MGM, Aria e Bellagio, em um resort de luxo à beira-mar com 1,4 mil quartos. Também está prevista a construção de uma estrutura chamada “Dubai Sphere”, inspirada na famosa esfera de Las Vegas.
O projeto marca o fim de uma longa jornada da MGM para estabelecer presença nos Emirados Árabes Unidos, iniciada em 2006. Desde então, a empresa passou por diversas tentativas frustradas, incluindo um plano de resort em Abu Dhabi em parceria com a Mubadala, que nunca saiu do papel, e um empreendimento cancelado em Dubai no início dos anos 2010, cuja área foi retomada pelo governo em 2023.
Agora, com o apoio da desenvolvedora local Wasl Asset Management, que firmou um contrato de US$ 1,2 bilhão com a estatal chinesa CSCEC, e o cenário regulatório em mudança, a expectativa é diferente. Em 2023, os Emirados criaram a Autoridade Geral de Regulação de Jogos Comerciais (GCGRA), presidida por Jim Murren, ex-CEO da própria MGM. Outro nome ligado à empresa, William W. Grounds, também integra o conselho da autoridade.
Apesar do avanço, a MGM ainda aguarda resposta para seu pedido de licença de jogo, protocolado em 2024 em Abu Dhabi. A Wynn Resorts, concorrente direta, já obteve autorização e deve inaugurar o primeiro cassino do país em Ras Al Khaimah, no início de 2027.
Segundo estimativas da CBRE, o mercado de cassinos nos Emirados pode movimentar mais de US$ 8,5 bilhões, valor comparável ao da Las Vegas Strip. Hornbuckle reforçou que a decisão final sobre a liberação dos jogos depende dos governantes locais. “Está completamente nas mãos deles”, disse o executivo.







