
(Divulgação)
O Procon do Pará está de olho na alta dos preços em hotéis e pousadas de Belém com a proximidade da COP 30. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Seju), por meio do setor de Fiscalização do órgão, tem feito diligências para monitorar valores e orientar os fornecedores de hospedagem sobre os direitos e deveres do consumidor. “Nosso objetivo é garantir que o público possa usufruir das acomodações sem abusos. Caso sejam detectadas práticas irregulares, as providências serão tomadas”, afirma Gareza Moraes, titular do Procon.
Enquanto isso, empreendedores da região aproveitam a demanda crescente para expandir seus negócios. Joana Vieira, dona do restaurante Paraensíssimo, na Ilha do Combu, viu na conferência uma chance de crescimento. “A ideia é ampliar nosso empreendimento com hospedagem, gerando mais empregos, renda e promovendo nossa cultura. Não vamos cobrar preços abusivos, porque a acomodação seguirá ativa depois do evento. Explorar turistas é ruim para o próprio negócio”, destaca.
O Governo Federal também acompanha a situação. Seguindo o modelo adotado nos Jogos Olímpicos, um canal centralizado de reservas será implementado para mitigar práticas abusivas e garantir preços justos.
Robson Martins, CEO do Grupo Vitória, aposta na valorização da história local para atrair hóspedes. Ele arrendou um prédio histórico de 1908, na orla de Icoaraci, para transformá-lo em um espaço com 20 apartamentos, 80 leitos, restaurantes e áreas comuns. “Duas comitivas europeias já entraram em contato para fechar a exclusividade da pousada. Estamos estudando a realidade das COPs anteriores para oferecer preços justos e acomodações de qualidade”, explica.







