
O Rio de Janeiro chega ao Réveillon com hotéis cheios e expectativa de recordes no turismo. Levantamento divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), confirma a alta demanda para a virada do ano. A taxa média de ocupação hoteleira na capital fluminense entre 31 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026 já alcança 87,01%.
Copacabana e Leme lideram a procura, com 91,83% de ocupação, impulsionadas pela tradicional festa na orla. Na sequência aparecem Ipanema e Leblon, com 89,06%, Barra da Tijuca, Recreio e São Conrado, com 86,14%, Flamengo e Botafogo, com 84,55%, e o Centro do Rio, que registra 82,45%. Os números refletem a força do Réveillon carioca como principal vitrine turística do país no período.
Segundo Alfredo Lopes, presidente do HotéisRio, o diferencial deste ano está no perfil dos visitantes. Ele destaca o aumento expressivo do número de hóspedes internacionais, o que deve resultar em recorde de chegada de turistas estrangeiros na cidade. A maior parte vem de países do Mercosul, seguida por norte-americanos, europeus e canadenses, estes últimos favorecidos pela ampliação de voos diretos. De acordo com Lopes, esse público tende a permanecer mais tempo no destino e apresentar maior gasto médio, o que fortalece a economia local e o setor turístico.
O aquecimento não se restringe à capital. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) também divulgou nesta segunda-feira, dia 29, sua pesquisa de ocupação para o Réveillon no interior do Estado, considerando o período de 30 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026. A média de ocupação nos destinos fluminenses fora da capital atinge 88,05%, índice superior ao registrado na cidade do Rio.
Arraial do Cabo aparece como o município mais disputado, com 98,60% de ocupação, seguido por Miguel Pereira, com 95,10%, Angra dos Reis, com 94,60%, e Armação dos Búzios, que registra 91,90%. Também apresentam índices elevados Rio das Ostras, com 91,80%, Itatiaia e Penedo, com 90,40%, além de Vassouras, Valença e Conservatória, Cabo Frio e Paraty, todos acima de 86%.
Destinos tradicionais da serra e do interior, como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, também mantêm bons níveis de ocupação, enquanto regiões como Barra do Piraí e Ipiabas, Macaé e o entorno seguem com desempenho consistente. O cenário confirma o Réveillon como um dos períodos mais fortes para a hotelaria fluminense, com impacto direto na movimentação econômica e no posicionamento do Rio de Janeiro como destino turístico de destaque no Brasil e no exterior.







