Crie um atalho do M&E no seu aparelho!
Toque e selecione Adicionar à tela de início.
De acordo com a legislação atual, informamos que a nossa empresa NÃO utiliza cookies para melhorar experiências a quem nos acessa. Por favor leia nossa Política de privacidade e saiba mais sobre a transparência e Governança Corporativa da nossa organização.
OK

Hotelaria / Serviços

Venda de alimentos nas ruas provoca concorrência desleal para bares e restaurantes, diz FBHA

Alexandre Sampaio - Créditos Pedro Gelio (4)

Alexandre Sampaio, presidente da FBHA (Pedro Gelio)

A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) veio a público condenar a venda de alimentos nas ruas, que aumentou com a pandemia de Covid-19, provocando concorrência desleal para bares, restaurantes e similares. A federação revela que a prática tem prejudicado os estabelecimentos que atuam de forma registrada e fiscalizada. Segundo Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, a venda irregular traz uma concorrência desleal ao setor.

“Quem atua na área de alimentação, com registro e autorização, deve pagar impostos para manter os seus estabelecimentos em atividade. Há uma fiscalização do governo em torno dos produtos oferecidos e da receita obtida. Quando falamos de vendas nas ruas das cidades, não temos esses mesmos aspectos garantidos. Isso impacta negativamente e traz uma concorrência injusta”, pontuou Alexandre Sampaio

Em 2016, o país já registrava meio milhão de brasileiros que atuavam como ambulantes de alimentação. A atividade teve o seu crescimento devido à necessidade de buscar uma renda alternativa por conta do aumento do desemprego na época.

Neste ano, a situação também é crítica. Atualmente, o número de pessoas sem emprego chegou a 14,8 milhões, sendo a maior taxa de desempregados desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou uma alta de 3,4%, com mais 489 mil pessoas desocupadas, quando comparado ao trimestre anterior, encerrado em janeiro.

Para o presidente da FBHA, o governo precisa tomar medidas para que a população tenha uma forma justa de garantir a própria renda. Sampaio defende a necessidade de oferecer suporte às pessoas que atuam de forma irregular, sem que impacte os empreendimentos regularizados nas cidades.

“A irregularidade pode ser uma alternativa. É injusto, mas tornou-se a garantia de emprego para muitas famílias. Devemos levar em consideração a necessidade de contemplar todos – desde quem atua sem registro até os empresários que buscam uma solução justa para manter as suas atividades sem mais prejuízos. Para tanto, é necessário investir na fiscalização e no auxílio para minimizar vendas informais dentro do segmento”, complementa.

Receba nossas newsletters