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Montanha-russa Goliath para durante ocorrência com 1 morto e passageiros retirados a pé (Reprodução/CBS)

Uma pessoa morreu e várias outras ficaram feridas após um incidente em uma montanha-russa do parque Six Flags Over Georgia, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. A ocorrência é investigada pela polícia do condado de Cobb. Até o momento, as autoridades não divulgaram a identidade da vítima nem as circunstâncias da morte.

O parque fica a cerca de 24 quilômetros de Atlanta. Segundo informações divulgadas pela CBS, emissora parceira da BBC nos Estados Unidos, a polícia ainda apura o que aconteceu durante o funcionamento da atração.

Imagens aéreas feitas por equipes de televisão mostraram a montanha-russa Goliath parada no meio do percurso, enquanto funcionários auxiliavam os passageiros a deixar os vagões e descer pelas escadas de emergência. A polícia, no entanto, não confirmou oficialmente qual brinquedo esteve envolvido no incidente.

Testemunhas ouvidas pela imprensa local relataram ter visto um homem ser arremessado da atração. A BBC informou que não conseguiu confirmar esses relatos de forma independente. Segundo uma testemunha citada pela emissora 11Alive, o homem teria caído sobre o telhado de uma atração de casa mal-assombrada.

Em comunicado, o Six Flags declarou estar “profundamente entristecido pelo incidente envolvendo um visitante”. A empresa acrescentou: “Nossos sentimentos e sinceras condolências estão com a família, os amigos e as pessoas queridas do visitante”.

O parque também informou que sua equipe e as autoridades locais agiram imediatamente e estão colaborando com a investigação. Até a publicação das informações pela BBC, não haviam sido divulgados detalhes sobre a causa da morte.

O prefeito de Mableton, Michael Owens, afirmou que o diretor de segurança pública da cidade coordenava as ações com a polícia e a equipe de segurança do parque.

Goliath tem 60 metros de altura e chega a 112 km/h

A Goliath foi inaugurada em 2006 e está entre as atrações do Six Flags Over Georgia. De acordo com o site do parque, a montanha-russa tem 60 metros de altura, uma queda de 52 metros e uma espiral de 540 graus. A velocidade máxima informada é de 112 km/h.

O parque classifica a atração no nível quatro de uma escala de adrenalina que vai até cinco. Não há, até o momento, confirmação oficial de que uma falha mecânica tenha provocado o incidente.

O Six Flags é uma das principais operadoras de parques de diversões da América do Norte. O grupo administra atrações nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

Mais de 100 pessoas relatam lesões após andar na X2

O acidente na Geórgia ocorre semanas depois de o grupo anunciar o fechamento da montanha-russa X2, no Six Flags Magic Mountain, na Califórnia. A decisão foi tomada após relatos de mais de 100 pessoas que afirmam ter sofrido lesões cerebrais depois de utilizar a atração. Segundo a BBC, a X2 está fechada desde julho de 2026. A montanha-russa tem assentos que giram 360 graus e passou por diferentes mudanças desde sua inauguração, em 2002, quando operava com o nome X.

A atração fechou poucos meses após a abertura para correções no projeto e voltou a ser desativada em 2007, quando os trens foram substituídos por modelos mais leves. Em 2008, foi reaberta com o nome X2. Desde então, mais de 16 milhões de pessoas passaram pelo brinquedo, segundo o parque.

O fechamento ocorreu após ações judiciais e reportagens sobre passageiros que atribuem lesões cerebrais às forças e aos movimentos da atração. O escritório Dordick Law Corporation, que representa parte dos autores dos processos, informou ter sido procurado por cerca de 400 pessoas que acreditam ter sofrido lesões relacionadas à montanha-russa.

“Algumas precisaram de cirurgias de emergência no cérebro. Outras ainda tentam retomar a vida que tinham antes”, afirmou o escritório em comunicado.

A banca jurídica considerou o fechamento uma medida importante para evitar novos casos, mas declarou que a decisão não resolve os danos relatados por quem já utilizou a atração. Outro caso envolve Christopher Hawley, de 22 anos, que morreu em 2022 após andar na X2. A família entrou com uma ação contra o parque, e as partes chegaram a um acordo em agosto de 2026.

Em declaração divulgada pela BBC, o advogado Brent Wisner, do escritório Wisner Baum LLP, que representou a família, afirmou: “A família Hawley está aliviada ao saber que a Six Flags finalmente vai fechar a X2. Mas isso não muda o fato de que Christopher morreu por causa de uma montanha-russa perigosa que continuou em funcionamento por quase duas décadas”.

As alegações sobre as causas das lesões e da morte fazem parte de processos e relatos que não devem ser confundidos com conclusões gerais sobre a segurança de todas as atrações do grupo.

Caso no Hopi Hari também é investigado no Brasil

No Brasil, a segurança de montanhas-russas voltou ao debate após o caso de Júlia Bossoni, de 28 anos, que sofreu uma lesão cerebral depois de andar na Montezum, atração do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo.

O episódio ocorreu em abril de 2026. Segundo relatos divulgados pela imprensa brasileira, a jovem voltou à plataforma desacordada e apresentou convulsões após andar pela segunda vez na montanha-russa. Ela ficou 57 dias internada, passou por sete cirurgias e perdeu parte dos movimentos.

De acordo com um laudo médico citado pela família, a lesão teria ocorrido por um mecanismo de contragolpe. Nesse tipo de trauma, movimentos bruscos podem fazer o cérebro atingir a parede interna do crânio, provocando uma lesão no lado oposto ao impacto, mesmo sem uma pancada direta na cabeça.

O caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.

Em manifestação divulgada pelo programa Fantástico, da TV Globo, o Hopi Hari afirmou que a Montezum possui certificação internacional, passa por inspeções periódicas e segue as normas de segurança. O parque também informou que aproximadamente 470 mil pessoas utilizaram a atração em 2026.

Segundo a empresa, o Ministério Público emitiu parecer em agosto de 2026 afirmando não haver risco coletivo, defeito no projeto da montanha-russa ou negligência.

As investigações nos Estados Unidos e no Brasil tratam de ocorrências distintas. Até que as apurações sejam concluídas, as causas dos incidentes e eventuais responsabilidades devem ser estabelecidas pelas autoridades competentes.

*Com informações de BBC