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Atração reúne clássicos e recebe até 60 mil visitantes por ano e terá evento em 23 de agosto (Beatriz Waehneldt/M&E – Aprimorado com IA/Gemni)

POMERODE (SC) – O Museu do Automóvel de Pomerode (MAP), em Santa Catarina, recebe entre 55 mil e 60 mil visitantes por ano ao reunir uma coleção de carros clássicos norte-americanos fabricados entre 1940 e 1970. Em entrevista ao Mercado & Eventos, realizada durante visita ao espaço, o gerente comercial e operacional, Éder Weege apresenta os principais destaques do acervo e mostra como o museu combina a história da indústria automobilística com acontecimentos do pós-guerra, da corrida espacial e da cultura popular, ampliando a experiência dos visitantes por meio de recursos digitais e ações educativas.

Weege, que também é gerente do Museu do Automóvel de Balneário Camboriú, conhecido como Classic Car Show, conta que a sede de Pomerode abriu em 2019 e o de Balneário Camboriú em 2020. As coleções pertencem a três colecionadores da mesma família, de Blumenau, cidade vizinha, o que explica a escolha de Pomerode como sede pela proximidade no transporte dos veículos.

“Os nossos carros são todos originais e completos. O motor está completo para sair andando com esse carro”, diz Weege. Para manter a segurança dos visitantes, o óleo é preenchido até o topo do motor e a vela é retirada de cima do pistão antes de receber o óleo, além de os carros ficarem sem combustível e sem bateria. “Esses carros não são ligados, mas estão completos. Se eu quisesse funcionar um carro desses, seria tranquilo”, completa.

Museu do Automóvel registra média de 55 mil a 60 mil visitantes por ano

O Museu do Automóvel recebe uma média de 3 mil pessoas por mês, número que sobe em julho e dezembro. No cômputo anual, incluindo a alta temporada, o total fica entre 55 mil e 60 mil visitantes. Já o Classic Car Show, em Balneário Camboriú, tem fluxo mensal variavel entre 15 a 40 mil pessoas. A alta temporada de verão vai de 20 de dezembro a 30 de janeiro, seguida pelo período da Osterfest, entre fevereiro e início de abril, e por uma nova alta em outubro, durante a Oktoberfest. O público, segundo Weege, é predominantemente familiar e variado, da faixa dos 4 anos até estudantes.

Os museus contam ainda com o projeto Pilotos do Conhecimento, voltado a instituições de ensino, que combina palestra e visita guiada como atividade extraclasse. “Fazemos palestra, visita guiada e atividade extraclasse para conhecer como funcionava esse período. O carro é um adicional, mas a história por trás engloba várias partes da nossa história mundial, desde a Segunda Guerra Mundial, o pós-guerra e a corrida espacial”, explica Weege.

O acervo também remete ao cinema e à música da época, com referências a Elvis Presley e Marilyn Monroe. “Elvis Presley era quase um embaixador da Cadillac. Todos os modelos que temos aqui, ele teve um igual ou parecido”, acrescenta.

A visita ao museu é autoguiada, com apoio de ficha técnica impressa e QR Code em quatro idiomas, português, inglês, espanhol e alemão, que permite tour virtual de 360 graus pelo interior de cada veículo, incluindo a visualização do motor. “Uma das nossas maiores dores aqui dentro era que os visitantes só conseguiam ver o carro por fora, mas agora eles podem o ver por dentro”, relata feliz Weege.

Entre os veículos mais icônicos do acervo estão:

Impala 1961 branco: pertenceu ao cantor Sérgio Reis por três anos e já participou de uma reportagem do canal Auto Sport no YouTube sobre o carro.

Cadillac 1974 preto: com 6,35 metros de comprimento, comporta até nove pessoas, conta com suspensão autonivelante e um banco traseiro que se dobra em apoio de pé.

Ford Super Deluxe Conversível amarelo de 1947: A cor amarela remete ao filme “Karatê Kid” (na cena da limpeza do carro). Segundo Weege, o original ainda pertence ao ator Ralph Macchio e aparece na série “Cobra Kai”.

Cadillac Eldorado Biarritz de 1959: construído sobre a mesma plataforma do Ecto-1, carro usado no filme “Os Caça-Fantasmas”. O carro tem piloto automático, sensor autrônico (que detecta farol alto de carro na direção contrária e abaixa a luz automaticamente), aquecimento de banco, vidros elétricos e ar-condicionado. Hoje, restam cerca de 300 unidades no mundo, de acordo com Weege.

Fairlane 500 de 1958: apontado como o primeiro carro em que a Ford supera a Chevrolet em vendas e também o primeiro equipado com pneus sem câmara.

Jaguar Mark VII: construído sobre a plataforma do XK120, vencedor das 24 Horas de Le Mans.

O acervo recebeu seis carros novos no último ano, e a expectativa é a chegada de um Impala 1958 vermelho e possivelmente um Cadillac 1932. Weege ainda cita a realização de eventos externos, como a chegada prevista de uma caravana de cerca de 40 unidades do Volkswagen Golf GTI e GTS, saindo de Curitiba no dia 23 de agosto, que estaciona em frente ao museu como atração adicional ao público.

A manutenção da coleção é feita diariamente com flanela de microfibra para retirada de poeira, tanto na parte externa quanto interna dos veículos. Os carros fechados são arejados em rodízio noturno, e os conversíveis recebem limpeza interna com cera. Weege ainda esclarece a lógica das divisões das montadoras americanas presentes na coleção: Cadillac como marca de luxo da General Motors e Lincoln como equivalente na Ford.