
O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, vai ampliar os recursos de acessibilidade para os visitantes com a implantação de pranchas de comunicação aumentativa e alternativa. Desenvolvida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD), a iniciativa utiliza símbolos e imagens para facilitar a comunicação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, dificuldades na fala ou que não são alfabetizadas. A previsão é que o recurso esteja disponível até o fim de 2026, inicialmente no Alto Corcovado, onde fica o Cristo Redentor.
As pranchas serão adaptadas às situações encontradas pelos visitantes, ajudando na compreensão de orientações e na identificação de serviços e espaços. A proposta também pode beneficiar turistas estrangeiros que precisam de apoio para localizar instalações como banheiros e lanchonetes.
Além da criação dos materiais, a iniciativa prevê a capacitação das equipes para orientar o público sobre o uso das ferramentas. Segundo Luciana Dantas, analista ambiental do ICMBio, a proposta é ampliar o projeto para outras áreas do parque e preparar os profissionais para atender às diferentes necessidades dos visitantes. Uma nova etapa de treinamento está prevista para 22 de outubro.
Para Karla Simão, da gerência de acessibilidade da SMPD, os recursos têm alcance universal, pois facilitam a comunicação não apenas de pessoas com deficiência, mas também de visitantes que enfrentam barreiras linguísticas ou dificuldades para obter informações.
A iniciativa integra as ações de modernização e revitalização do Alto Corcovado, com foco na acessibilidade. Para 2027, o ICMBio prevê a instalação de novas escadas rolantes e elevadores inclinados no Cristo Redentor, equipamentos que deverão ampliar a autonomia de pessoas com mobilidade reduzida.







