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Ibovespa avança e dólar recua em meio a oscilações do petróleo e guerra na Ásia Ocidental (Gemni/IA)

O dólar passou a operar em queda no Brasil nesta terça-feira (10), sendo cotado a cerca de R$ 5,14 no início da tarde, enquanto o Ibovespa avançava mais de 1%. O movimento ocorre após oscilações provocadas pelo conflito no Oriente Médio, que envolve ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e ameaças de bloqueio de petróleo no Golfo Pérsico. A queda nos preços internacionais da commodity e a expectativa de redução das tensões influenciaram o comportamento dos mercados.

Por volta das 14h15 (horário de Brasília), o dólar operava em queda de 0,29%, cotado a R$ 5,1495. O movimento ocorreu após a moeda norte-americana ter apresentado alta durante a manhã, revertendo posteriormente a tendência inicial. No dia anterior, a moeda já havia registrado recuo de 1,52%, encerrando a sessão cotada a R$ 5,1643. Com isso, o dólar acumulava queda de 1,52% na semana, alta de 0,59% no mês e recuo de 5,91% no acumulado do ano.

Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, registrava avanço de 1,64%, alcançando 183.975 pontos no mesmo horário. Na véspera, o índice havia fechado em alta de 0,86%, aos 180.915 pontos. No acumulado da semana, o indicador apresenta alta de 0,86%. No mês, registra queda de 4,17%, enquanto no acumulado do ano apresenta avanço de 12,28%.

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A variação do dólar tem ligação com o petróleo no Oriente Médio

A movimentação nos mercados ocorre em um contexto de tensão geopolítica no Oriente Médio, que tem gerado volatilidade nos preços do petróleo e impactado mercados financeiros globais. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra na região estaria “praticamente terminada”. No entanto, novos ataques foram registrados nesta terça-feira. A cidade de Teerã foi novamente bombardeada em ações conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.

Autoridades americanas classificaram as operações como os ataques mais intensos desde o início do conflito. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que poderá bloquear embarques de petróleo no Golfo Pérsico caso os ataques não sejam interrompidos.

O posicionamento aumentou a preocupação entre investidores devido ao risco de interrupções no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz. A passagem marítima é considerada uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo. Uma eventual interrupção do fluxo de petróleo pela região pode reduzir a oferta global da commodity e provocar novas oscilações nos preços internacionais.

Nos últimos dias, os preços do petróleo chegaram a subir cerca de 30% e se aproximaram de 120 dólares por barril, movimento relacionado às preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global de energia. Nesta terça-feira, no entanto, os preços passaram a recuar. Por volta das 13h15, o barril do petróleo Brent, referência global, registrava queda de 10,40%, sendo negociado a 88,67 dólares nos contratos para entrega em abril.

Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, caía 10,72%, cotado a 84,61 dólares por barril nos contratos para março. O recuo ocorre após a sequência de altas registrada nos últimos dias e foi influenciado por declarações de Trump indicando a possibilidade de um encerramento mais rápido do conflito. O presidente norte-americano afirmou que espera um desfecho para a guerra antes do prazo anteriormente estimado de quatro a cinco semanas.

Mesmo com a queda no preço da commodity, o mercado continua acompanhando os desdobramentos da guerra. Autoridades americanas, incluindo o secretário de Defesa Pete Hegseth e o general Dan Caine, indicaram que os ataques contra o Irã podem continuar se intensificando. Do lado iraniano, autoridades mantêm a possibilidade de restrições ao fornecimento de petróleo na região.

Outro fator que contribui para a volatilidade do dólar é o fato de que produtores do Oriente Médio ainda não retomaram plenamente a produção de petróleo. Além disso, os custos de transporte da commodity permanecem elevados, o que também influencia o comportamento do mercado.

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No cenário internacional, os principais mercados financeiros registraram alta nesta terça-feira

O fenômeno acompanha o recuo no preço do petróleo e a percepção de que o conflito pode ter duração menor do que o inicialmente estimado. Nos Estados Unidos, os índices acionários operavam em alta no início da tarde. O Dow Jones avançava 0,50%, aos 47.977,74 pontos, enquanto o S&P 500 registrava ganho de 0,33%, alcançando 6.819,19 pontos. O Nasdaq Composite subia 0,54%, chegando a 22.819,26 pontos.

Na Europa, os mercados também encerraram o pregão em alta. O índice STOXX 600 avançou 1,82%, atingindo 605,76 pontos. Entre os principais mercados europeus, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, registrou alta de 2,39%, aos 23.968,63 pontos. O FTSE 100, de Londres, subiu 1,59%, encerrando o dia em 10.412,24 pontos. Já o CAC 40, da Bolsa de Paris, avançou 1,79%, fechando em 8.057,36 pontos.

Na Ásia, os mercados também registraram recuperação após dias de queda ligados às tensões no Oriente Médio. O índice SSEC, da Bolsa de Xangai, subiu 0,65%, alcançando 4.123 pontos. O CSI300 avançou 1,28%, chegando a 4.674 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou alta de 2,17%, aos 25.959 pontos. Já o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou o dia com avanço de 2,88%, atingindo 54.248 pontos. A recuperação de parte dos mercados foi influenciada pela avaliação de investidores de que o conflito pode ser encerrado em prazo menor do que o inicialmente esperado.

No Brasil, o comportamento do dólar e da Bolsa nesta terça-feira reflete a influência direta de fatores externos sobre o mercado financeiro. A volatilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio e pelas oscilações nos preços do petróleo segue no radar de investidores. Mesmo com a queda recente da commodity e a valorização do Ibovespa, o cenário continua sujeito a mudanças conforme surgirem novos desdobramentos da guerra e das condições do mercado internacional de energia.

*Com informações de Reuters e g1.

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