
O ministro do Turismo, Celso Sabino, declarou nesta quarta-feira (8) que não pretende deixar o cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar do processo interno de expulsão aberto pelo União Brasil e da entrega da sua carta de demissão. A legenda, que rompeu oficialmente com o governo em setembro, determinou que seus filiados entregassem os postos ocupados na Esplanada, mas o ministro decidiu permanecer.
Sabino confirmou a decisão ao chegar à reunião partidária em Brasília, onde apresentou defesa contra a acusação de infidelidade. Segundo ele, a condução do processo foi “açodada e equivocada” e ainda há espaço para o diálogo dentro do partido.
“Tenho a confiança do presidente Lula e pretendo continuar desenvolvendo os trabalhos no Ministério do Turismo. Fico porque acredito que é o melhor projeto para o Brasil”, afirmou o ministro, lembrando que o país tem registrado avanços em diferentes áreas, incluindo geração de emprego.
Natural do Pará, Sabino é visto como um nome competitivo para disputar o Senado em 2026 e conta com o apoio de Lula no estado. Ele reforçou que seguirá no cargo especialmente na preparação para a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro.
Para o ministro, os interesses da população devem se sobrepor às disputas partidárias. “Um partido político precisa estar antenado com o que o povo quer. Os projetos que tragam benefícios para a sociedade devem estar acima de qualquer projeto eleitoral ou pessoal”, disse.







