Brasil
Durante reunião, Brasil defende cooperação internacional para enfrentar futuras pandemias (Divulgação/Ricardo Stuckert/PR)

O G7 foi palco de uma mobilização liderada pelo Brasil em defesa do fortalecimento da preparação global para futuras pandemias. Durante a cúpula realizada na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a necessidade de concluir os mecanismos internacionais voltados à prevenção, preparação e resposta a emergências sanitárias, destacando a importância da cooperação entre países para evitar que o mundo volte a enfrentar os impactos observados durante a Covid-19.

A iniciativa brasileira ocorre em um momento em que governos e organismos internacionais discutem os detalhes finais do acordo global sobre pandemias, aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no ano passado. O objetivo é criar mecanismos mais eficientes para o compartilhamento de informações, patógenos, vacinas, tratamentos e tecnologias em futuras crises sanitárias.

Brasil defende cooperação no G7

Em carta conjunta divulgada durante a cúpula, Lula e o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, defenderam a conclusão das negociações pendentes relacionadas ao acesso a patógenos e à repartição de benefícios, considerados pontos fundamentais para garantir uma resposta global mais rápida e equitativa diante de futuras ameaças sanitárias.

Segundo os líderes, a experiência da pandemia de Covid-19 demonstrou que nenhum país consegue enfrentar sozinho uma emergência de saúde pública de alcance global. O documento também destaca que a prevenção e a preparação custam menos do que responder a uma crise já instalada, tanto em vidas quanto em impactos econômicos.

Acordo sobre pandemias segue em negociação

Apesar da aprovação do acordo internacional sobre pandemias, ainda restam definições relacionadas ao mecanismo de acesso a patógenos e compartilhamento de benefícios, tema que divide países desenvolvidos e emergentes. O Brasil tem defendido que o sistema garanta acesso mais justo a vacinas, testes e tratamentos para todas as nações.

Convidado para a cúpula do G7, Lula participa dos debates ao lado dos líderes das principais economias do mundo e de representantes de países parceiros. A expectativa é que as discussões contribuam para acelerar a conclusão das negociações internacionais e fortalecer a governança global em saúde.