
Viajar é o principal sonho de 67% das mulheres brasileiras, segundo o levantamento “Os Sonhos Delas”, realizado pelo Lab Think Olga em parceria com o projeto Sonhe Como uma Garota. A pesquisa ouviu 1.080 mulheres de todas as regiões e classes sociais do país e mostra que viajar aparece à frente de estabilidade financeira, carreira e casa própria.
O levantamento também aponta que viajar é o único sonho que permanece entre os primeiros lugares em todas as faixas etárias e classes sociais. Os dados do Airbnb ajudam a dimensionar como esse desejo aparece nas escolhas de viagem feitas por mulheres brasileiras.
São Paulo, Sul e Salvador estão entre os destinos nacionais
No primeiro semestre de 2026, mulheres que viajaram pelo Airbnb escolheram destinos em diferentes regiões do país. As três capitais do Sul aparecem entre os locais mais procurados, enquanto cidades do litoral paulista também têm destaque.
São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília completam a lista dos destinos domésticos mais escolhidos por hóspedes mulheres.
Os dez destinos nacionais foram:
- Brasília (DF)
- Curitiba (PR)
- Florianópolis (SC)
- Guarujá (SP)
- Porto Alegre (RS)
- Rio de Janeiro (RJ)
- Salvador (BA)
- São Paulo (SP)
- São Sebastião (SP)
- Ubatuba (SP)
“Essa lista mostra um Brasil que as brasileiras estão descobrindo por conta própria, e que vai além do circuito tradicional. Uma capital do Sul num feriado emendado, uma praia no litoral paulista com as amigas, Salvador no carnaval, entre outras. São viagens muito diferentes entre si, e todas acontecem na casa de alguém”, afirma Fiamma Zarife, diretora-geral do Airbnb na América do Sul.
Segundo ela, a presença de anfitriões em diferentes cidades contribui para ampliar a oferta de hospedagem fora dos principais destinos turísticos.
Itália aparece entre os destinos internacionais
Fora do Brasil, a Itália concentra três dos destinos internacionais mais escolhidos por mulheres brasileiras no Airbnb. Roma, Milão e Florença aparecem na lista, que também inclui Buenos Aires, Lisboa, Londres, Madri e Paris.
Os oito destinos internacionais foram:
- Buenos Aires (Argentina)
- Florença (Itália)
- Lisboa (Portugal)
- Londres (Inglaterra)
- Madri (Espanha)
- Milão (Itália)
- Paris (França)
- Roma (Itália)
O levantamento do Think Olga aponta três motivos citados pelas mulheres para viajar: conhecimento, liberdade e escapismo. Para Maíra Liguori, diretora da Think Olga, a viagem também está relacionada à possibilidade de se afastar das responsabilidades do cotidiano.
“Viajar é, para uma mulher, mais que descanso ou escapismo. É se inspirar e aprender, mas, acima de tudo, uma forma de reencontro consigo mesma. Uma vez livre das responsabilidades exaustivas do cotidiano, ela pode exercitar outras facetas e se reencontrar com seus desejos e anseios”, afirma.
Uma em cada 4 viagens é feita sozinha
Os dados do Airbnb mostram que a maior parte das viagens de mulheres acontece acompanhada. Quarenta por cento das viagens com origem no Brasil foram feitas em grupo e 35% em dupla. Ao mesmo tempo, 25% das viagens foram realizadas por mulheres sozinhas. O dado inclui diferentes faixas etárias e destinos, tanto no Brasil quanto no exterior.
As mulheres mais jovens concentram parte relevante dessas viagens. Hóspedes de 18 a 29 anos responderam por quase 55% das viagens, enquanto aquelas entre 30 e 39 anos representaram 25%. O comportamento também aparece no levantamento do Think Olga. Entre os sonhos pesquisados, viajar pelo mundo é o único que permanece entre os primeiros colocados independentemente da idade.
Mulheres também são maioria entre anfitriões
As mulheres aparecem ainda do outro lado da hospedagem. No Brasil, 54% dos anfitriões do Airbnb são mulheres. Entre os anúncios brasileiros que receberam o selo Preferidos dos Hóspedes, mais da metade é administrada por anfitriãs. No primeiro semestre de 2026, as dez anfitriãs brasileiras mais bem avaliadas somaram mais de 1.600 avaliações de cinco estrelas.
A experiência de receber também aparece relacionada às necessidades de mulheres que viajam sozinhas ou em grupo. É o caso de Marcia Beserra, advogada de 55 anos, que atua como anfitriã e Superhost há dez anos.
“Quando sei que vou receber uma mulher viajando sozinha ou em grupo, meu olhar para a segurança e a autonomia se intensifica. Como mulher e anfitriã, sei que a experiência vai muito além de ter um espaço bonito: envolve saber que ela vai chegar em segurança, ter orientações claras sobre a acomodação e seu entorno e sentir que há um anfitrião presente e atento em garantir conforto e privacidade”, conta.
Segundo Marcia, a própria experiência como viajante influencia a forma como prepara a hospedagem.
“Minha própria vivência como viajante me ensinou a pensar neste acolhimento: o que a hóspede gostaria de encontrar se chegasse cansada de uma viagem? Garantir que se sintam seguras e cuidadas, seja com detalhes práticos ou um carinho de boas-vindas, faz parte essencial da viagem”, afirma.
Os dados do Airbnb consideram reservas realizadas por hóspedes que se identificam como mulheres, com origem no Brasil e check-in entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026. No caso dos dados sobre anfitriões e anúncios, a referência é 30 de junho de 2026.
A pesquisa “Os Sonhos Delas”, do Lab Think Olga, foi realizada com 1.080 mulheres de todas as regiões e classes sociais do Brasil.







