
SÃO PAULO – O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, reafirmou nesta quinta-feira (21), durante o Salão do Turismo em São Paulo, que a meta oficial do Brasil para 2025 é receber 8 milhões de turistas internacionais, número que já representa a antecipação em dois anos da projeção feita para 2027.
A declaração veio após o ministro do Turismo apostar que o país poderia chegar a 10 milhões de visitantes ainda em 2025. Freixo tratou a estimativa como um “desejo legítimo”, mas frisou que a Embratur trabalha com dados e cálculos mais conservadores. “Desejo eu tenho de 15 milhões, mas meta tem cálculo. A nossa é 8 milhões, e isso já é um resultado extraordinário. Não quero criar a expectativa do 10 para depois alguém dizer que foi ‘quase’. O que já conquistamos é histórico e deve ser celebrado”, afirmou.
Segundo ele, o Brasil nunca ultrapassou a marca de 7 milhões de visitantes estrangeiros em um ano, e alcançar 8 milhões já será um marco sem precedentes. Até julho de 2025, o país já havia registrado 5,9 milhões de entradas, com crescimento médio de 47% em relação ao ano anterior. “Vamos bater a meta antes do prazo e isso mostra a força do turismo como motor econômico”, disse.
Freixo destacou ainda que o Brasil cresce em todos os principais mercados emissores, com alta expressiva de visitantes europeus, canadenses e latino-americanos. O país também já superou a Argentina como principal destino da América do Sul. “O Brasil é visto como um país acolhedor e agradável de visitar, sem barreiras migratórias ou imagem negativa associada ao turista. Isso faz diferença”, avaliou.
O presidente da Embratur também ressaltou a importância do Salão do Turismo como espaço de integração entre governo federal, estados e municípios. Ele citou, como exemplo, a reunião realizada com o Consórcio Nordeste para alinhar a entrega da nova marca do turismo brasileiro na Feira da Argentina, em setembro.
“Não existe um Brasil, mas vários ‘Brasis’. É essa diversidade que vamos promover no mundo”, afirmou Freixo, que também reforçou a postura da Embratur de dialogar com todas as unidades da federação, independentemente de diferenças políticas.







