
A BusCo nasceu para mudar a forma como os brasileiros viajam de ônibus. Criada em parceria com os grupos tradicionais Águia Branca e JCA, a empresa se define como uma mobitech low cost e tem ambições ousadas: transportar 200 mil passageiros no primeiro ano, alcançar R$ 100 milhões de faturamento até agosto de 2026 e estabelecer um novo padrão de experiência no setor.
Para falar com mais detalhes sobre a proposta da empresa e seus diferenciais, o M&E conversou com exclusividade com Claudio Souza, CEO da BusCo desde o ano passado. O ex-executivo do PicPay foi convidado para assumir a responsabilidade de colocar no ar essa mobitech, termo cunhado pela própria empresa – e que não tem concorrentes ‘diretos’ no Brasil, graças ao seu modelo inovador e único.
“Nós não somos uma empresa de ônibus, somos uma plataforma de mobilidade. Nosso papel é garantir preço competitivo e experiência superior”, afirmou Claudio.
Tecnologia no centro
A proposta vai muito além da venda de passagens. Com forte base tecnológica, a BusCo opera de forma enxuta: apenas 30 colaboradores cuidam de processos que em empresas tradicionais exigiriam até 100 pessoas. Inteligência artificial e precificação dinâmica são usadas para ajustar tarifas em tempo real e manter a competitividade. “Nosso preço é dinâmico e monitora o mercado automaticamente. Isso garante que o cliente sempre encontre tarifas justas”, explicou Souza.
Acompanhado de Alex Rocco, CMO da empresa (ex-Sky), Claudio falou mais sobre a estrutura da empresa e como a tecnologia dita os passos do novo negócio, aliado, especialmente, a melhor experiência ao passageiro.
A digitalização da jornada inclui tracking em tempo real – serviço que ainda está sendo implementado, comunicação proativa com o passageiro e até integração futura com aplicativos de transporte no desembarque, como Uber, por exemplo.
Experiência que vai além da viagem
A preocupação da BusCo é acompanhar o cliente antes, durante e depois da viagem. Do embarque simplificado fora dos terminais tradicionais, até o suporte humanizado em caso de problemas, a empresa aposta em proximidade para se diferenciar.
“Não basta vender passagem online e esquecer do passageiro. Queremos estar lado a lado com ele em cada etapa”, disse o CEO.
A experiência também é pensada para diferentes perfis de usuários, dos mais jovens acostumados ao digital até públicos mais tradicionais. A meta é simplificar a compra com ferramentas intuitivas.
Crescimento estruturado
Com investimento inicial de R$ 50 milhões, a BusCo começou suas operações oficialmente em agosto de 2025 ligando Vitória e Belo Horizonte a São Paulo, mas a empresa está sendo estruturada desde o final de 2024. Em apenas seis meses, a empresa saiu do zero para as primeiras rotas nas estradas, um feito inédito, segundo o CEO.
A expansão é agressiva, mas calculada. Novas rotas para Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Florianópolis e outras capitais fazem parte da programação ainda em 2025. Hoje, quatro viações parceiras operam os 40 ônibus dedicados às linhas da BusCo, sempre com padrão definido de frota, conforto e serviço. “Nosso compromisso é crescer com responsabilidade. Não adianta ampliar se a experiência não estiver no nível que queremos. O NPS é nossa bússola”, reforçou Souza.
Futuro e sustentabilidade
Apesar de ainda não contar com ônibus elétricos nas rotas longas, a BusCo se posiciona como entusiasta da pauta sustentável. A aposta, por enquanto, está na eficiência operacional e na otimização da malha rodoviária, reduzindo deslocamentos desnecessários dos passageiros até os pontos de embarque.
“Queremos que o cliente diga: não tenho dúvidas, vou de BusCo. Porque a marca se preocupa comigo, do momento em que saio de casa até o destino final”, conclui o CEO.







