Congonhas
Congonhas ainda enfrenta limitações operacionais e regulatórias para avançar com voos internacionais, segundo a Anac (Divulgação/Aena)

A possibilidade de o Aeroporto de Aeroporto de Congonhas passar a operar voos internacionais voltou ao centro das discussões do setor aéreo após a Aena reforçar o interesse em criar rotas para o exterior a partir de 2028. A ideia, no entanto, é vista com cautela pela Agência Nacional de Aviação Civil, que considera o debate “prematuro” neste momento.

Segundo a CNN Brasil, a concessionária espanhola trabalha com a possibilidade de conectar Congonhas a destinos do Cone Sul, incluindo uma eventual ponte aérea entre São Paulo e Buenos Aires. A Anac, porém, avalia que ainda há questões operacionais importantes a serem resolvidas antes de qualquer avanço sobre o tema.

Congonhas e internacionalização seguem em debate no setor

Entre os pontos de atenção está a implantação do sistema IFR no Campo de Marte, que pode alterar a dinâmica do espaço aéreo paulistano e impactar diretamente a operação de aeroportos como Congonhas e Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos. A preocupação envolve desde a redistribuição de slots até possíveis impactos na capacidade de pousos e decolagens.

A agência reguladora também destacou que um eventual processo de internacionalização dependeria de análises técnicas e do aval de diferentes órgãos federais, como Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Vigiagro. Até o momento, segundo a reportagem, esses órgãos ainda não foram oficialmente consultados.

Apesar das ressalvas, a discussão reforça o interesse crescente em ampliar a conectividade internacional de Congonhas, especialmente após o Ministério de Portos e Aeroportos emitir, no fim de 2025, parecer favorável à possibilidade de operações internacionais no terminal paulistano.