Turistas de fora da União Europeia pagarão mais caro para visitar o Museu do Louvre em 2026
Ano que vem, turistas de fora da UE devem desembolsar mais de 22 euros (Pixabay/Cuong)

O presidente francês, Emmanuel Macron, atendeu ao pedido de SOS da direção do Louvre, que veio à tona na semana passada, e anunciou uma série de medidas no museu mais visitado do mundo.

Uma delas é a possibilidade de aumentar o valor do ingresso, que hoje custa 22 euros (pouco mais de R$135), para os turistas de fora da União Europeia a partir de 2026. Cenário que reflete uma situação preocupante para o local:

  • multiplicação de defeitos em espaços às vezes muito degradados
  • equipamentos técnicos ultrapassados
  • oscilações de temperatura preocupantes que afetam a conservação das obras.

A presidente-diretora, Laurence des Cars, enviou uma carta à ministra da Cultura, Rachida Dati, para alertá-la sobre esses problemas.

Como forma imediata de resolver essas questões, a principal mudança será a mudança da Mona Lisa para uma nova sala como parte do plano para “Novo Renascimento para o Louvre”. O objetivo é transformar o espaço “em um museu único no mundo, já sendo o mais belo e o maior”, afirmou Macron.

Cenário crítico

O jornal Libération descreve o Louvre como “um palácio em ruínas”, depois de sofrer várias inundações. A manutenção das galerias de exposição é prejudicada pelo custo elevado das obras e pela frequência ininterrupta de visitantes.

Novo Renascimento

O plano também prevê a criação de uma nova entrada até 2031. Na época de inauguração em 1988, a ideia era acolher quatro milhões de turistas ao ano. Mas só em 2024, foram quase nove milhões de pessoas, entre elas, 80% estrangeiros.

Quando as obras forem concluídas, o objetivo será atrair 12 milhões de visitantes por ano.

Financiamento

A principal dúvida agora está em como financiar esse imenso e projeto, em um momento em que a França busca reduzir os altos níveis de dívida e déficit públicos.

Segundo fontes próximas do presidente, o custo do “Novo Renascimento para o Louvre” ficaria entre 700 milhões e 800 milhões de euros (entre R$ 4,3 bilhões e R$ 4,9 bilhões). As obras durariam cerca de dez anos e contariam com uma contribuição “minoritária” do Estado.

Todas as reformas da nova entrada serão financiadas com recursos próprios do museu, a venda de ingressos, o mecenato e a licença do Louvre Abu Dhabi, sem taxar o contribuinte”, assegurou o presidente francês.