
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, prevê retomar voos internacionais comerciais a partir de 2028, após a conclusão do projeto de modernização do terminal, que inclui ampliação de infraestrutura, novas áreas operacionais e adequações para receber aeronaves de maior porte. A informação foi confirmada pela Aena, concessionária do aeroporto, em evento realizado nesta terça-feira (5).
A reabertura internacional será restrita a rotas na América do Sul. “Não é por causa da certificação do FAA, e sim pelo tamanho da pista e o combustível necessário. Para um voo transoceânico, como Paris, é preciso um A350 ou um Boeing 777, que exigem pistas mais longas. Como não dá para desapropriar a Avenida dos Bandeirantes, então, trabalhamos com o que temos”, explicou Kleber Meira, diretor do aeroporto.
A operação começará com aviação geral e executiva, podendo evoluir para voos comerciais após 2028. “A ideia é começar em breve, com aviação geral e executiva. Mas os voos comerciais internacionais devem ocorrer a partir de 2028, já com a nova sala de embarque remota concluída”, afirmou Meira. O terminal já possui presença da Polícia Federal e de órgãos reguladores, e passará por novo processo de homologação para reativar sua condição alfandegária.
A Aena já negocia com companhias como Sky Airline, JetSmart e Flybondi. As conversas incluem também Azul, Gol e Latam, com possibilidade de conexão entre Congonhas e o Aeroparque, em Buenos Aires. “Isso vai desafogar bastante. Podemos ter ponte aérea com o Aeroparque, o que tem grande potencial. De lá, você conecta com Santiago, que é um hub da Latam”, afirmou o diretor.
As obras iniciadas em 2024 somam R$ 2 bilhões em investimentos. O novo terminal de passageiros terá 105 mil m², com 20 mil m² para áreas comerciais. Serão 19 novos portões de embarque substituindo os atuais 12, além de 10 portões remotos. No desembarque, o projeto inclui um novo sistema de bagagens com 10 carrosséis.
O pátio de aeronaves passará de 30 para 37 posições, todas com capacidade para operar aeronaves como A321neo, Embraer E2 e Boeing 737 MAX. “Hoje temos 30 posições. Vamos passar para 37. Todas as 37 serão full compliance para o A321neo, o Embraer E2 e o 737 MAX — o que hoje não existe”, disse Meira.
Apesar da expansão, o horário de funcionamento do aeroporto continuará restrito entre 6h e 23h. O aumento da capacidade operacional virá principalmente do uso de aeronaves maiores, substituindo modelos como o ATR e o A319 por aviões com até 220 assentos. “Isso é o que permite o crescimento de 30% e justifica o business plan”, concluiu.







