
O CEO da CVC Corp, Fabio Godinho, classificou o segundo trimestre de 2025 como “muito importante” para a companhia, destacando avanços consistentes na geração de caixa operacional, no EBITDA, na receita e no balanço. A avaliação foi feita durante teleconferência de resultados com acionistas e imprensa nesta quarta-feira (13).
Segundo Godinho, os números refletem a força e a diversificação da companhia. “Foi um trimestre robusto em termos de geração de caixa operacional, com melhoria de EBITDA, melhoria de top line e melhoria de balance sheet. Isso mostra a força do grupo CVC e a diversificação das nossas linhas de receita”, disse. Ele acrescentou que essa diversificação é a base para manter estabilidade e resultados consistentes nos próximos trimestres.
O executivo também ressaltou a expansão física e digital. No trimestre, foram abertas 50 lojas, 41 no Brasil, das quais 75% fora das capitais, e nove na Argentina. Para ele, o crescimento é sustentado por um modelo de baixo investimento inicial (capex) e baixo custo operacional (opex), aliado à estratégia Figital (integração de canais físicos e digitais), grande aposta da gestão de Godinho a frente do grupo. “Hoje não dependemos mais apenas do cliente entrar fisicamente na loja; ele também entra pela porta do computador via digital”, afirmou.
Godinho destacou ainda a performance das operações: no Brasil, a liderança na distribuição de hotelaria via Trend e na distribuição aérea pela RexturAdvance, além do avanço da Visual, que vem ampliando rapidamente seu market share. Na Argentina, a operação registrou crescimento de 37% no trimestre, aproximando-se dos níveis de vendas de 2023.
Outro ponto enfatizado foi a estratégia de concentração de volume em hotéis preferenciais e recomendados, visando competitividade e qualidade de atendimento. “Somos a única empresa RA1000 do turismo brasileiro no Reclame Aqui”, ressaltou.
Sobre crédito, Godinho explicou que, apesar da alta demanda, a empresa foi mais criteriosa na concessão via boleto, elevando o rigor na análise de risco para se prevenir contra eventual aumento da inadimplência no varejo.
Quanto às perspectivas, o CEO vê grande potencial de crescimento na Argentina com a possível liberação de financiamento ao turismo. “Tivemos 37% de crescimento sem Figital e sem financiamento. Quando isso for autorizado, será mais um gatilho muito forte, possivelmente na segunda metade do ano que vem”, disse.
Ele também mencionou o impacto positivo da reestruturação estratégica e operacional no B2B e nas empresas argentinas, que já se traduz em crescimento acima de 30% no segmento corporativo e margem mais saudável. A geração de caixa operacional somou R$ 130 milhões no trimestre, R$ 40 milhões acima do registrado um ano antes.
Ao analisar o cenário macroeconômico, Godinho foi cauteloso: “Mesmo em um ambiente extremamente desafiador, principalmente no varejo de ticket médio alto e dependente de crédito, estamos entregando crescimento e rentabilidade. Mas nossa visão para os próximos 12 meses no consumo não é muito animadora, em função da economia como um todo e, em especial, dos juros”, finalizou.







