
O Instituto Nacional de Aviação Civil da Venezuela determinou que companhias aéreas internacionais devem retomar seus voos ao país em até 48 horas, sob risco de perderem a autorização de operação, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) na última segunda-feira (24).
A exigência será monitorada diretamente pelas autoridades venezuelanas, que poderão aplicar sanções em caso de descumprimento. A medida ocorre após o cancelamento de diversas rotas motivado por alertas da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) sobre riscos de segurança no espaço aéreo do país.
Nos últimos dias, empresas como Iberia, Gol, Turkish Airlines, Avianca, Plus Ultra e TAP Air Portugal suspenderam voos para Caracas, citando preocupações com a atividade militar crescente na região. A Air Europa interrompeu temporariamente seus cinco voos semanais entre Madri e Caracas até que as condições se normalizem.
Um porta-voz da Iberia afirmou que a suspensão se estenderá, ao menos, até 1º de dezembro, enquanto a Gol cancelou voos nos dias 25 e 26 de novembro. A Turkish Airlines interrompeu operações até 28 de novembro.
A IATA criticou a decisão venezuelana, afirmando que a exigência poderá reduzir ainda mais a conectividade do país, atualmente uma das menores da América Latina. “A medida compromete a operação segura e regular das companhias e prejudica a mobilidade de passageiros e carga aérea”, destacou a associação.
O alerta da FAA emitido na última sexta-feira (21) indicava “agravamento da situação de segurança e aumento da atividade militar na Venezuela e arredores”, apontando riscos para aeronaves em todas as altitudes. Nos últimos meses, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região, enviando o maior porta-aviões da Marinha, oito navios de guerra adicionais e aeronaves F-35, aumentando a tensão no espaço aéreo venezuelano.
Até o momento, o Ministério da Informação da Venezuela não respondeu a pedidos de comentário, e a Reuters também não conseguiu contato com o Instituto Nacional de Aviação Civil. O cenário evidencia os desafios da conectividade aérea venezuelana e os impactos diretos sobre companhias internacionais e passageiros.







