Jerome Cadier defende liberdade empresarial e projeta forte expansão da Latam em 2026
CEO afirma que companhia reencontrou nos últimos anos uma estratégia mais acertada para o mercado nacional (Janaína Brito/M&E)

SÃO PAULO – Durante o Momento Latam Trade 2025, o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, fez um discurso marcado pela defesa da liberdade empresarial e pelo otimismo em relação ao futuro da aviação no país. Em tom leve, começou lembrando restrições internas sobre piadas e protocolos, para então enfatizar um ponto central: “o que eu sempre vou defender é que cada um de nós tenha liberdade para definir o produto que queira e empreender as ideias que quer empreender”.

Cadier destacou que a aviação brasileira ainda é “subdesenvolvida”, o que, apesar de ser um desafio histórico, representa um grande potencial de expansão. Segundo ele, a Latam reencontrou nos últimos anos uma estratégia mais acertada para o mercado nacional, recuperando a preferência do cliente e impulsionando indicadores de fidelidade e crescimento.

O executivo projetou um 2026 “claramente positivo”, com avanço tanto no mercado doméstico quanto no internacional. A ampliação da frota é vista como o motor dessa expansão: além das aeronaves Airbus já contratadas, a companhia começará a receber, no último trimestre de 2026, os novos jatos da Embraer, que permitirão ampliar a capilaridade e alcançar mais cidades brasileiras. Ele lembrou ainda que há possibilidade de converter parte das 50 opções de aeronaves adicionais a partir de 2028, caso o desempenho se consolide.

Entre as inovações de produto, Cadier reforçou a chegada do Wi-Fi a bordo, uma demanda antiga do mercado corporativo e dos passageiros, considerada fundamental para competir com companhias internacionais que já oferecem esse padrão de conforto.

Na parte final do discurso, o CEO voltou-se ao canal indireto, ressaltando que a Latam depende profundamente da rede de distribuição e vendas para sustentar sua estratégia. “A gente não compete com vocês. Quando vocês crescem, nós crescemos”, afirmou, reforçando compromisso com transparência, correção de erros e construção de confiança mútua.