Medida integra plano de reestruturação da Azul sob o Chapter 11 nos EUA.
Acionistas terão direito de preferência; data-base é 20 de fevereiro de 2026 (Divulgação/Azul)

A Azul anunciou a aprovação da emissão de bônus de subscrição como parte do seu plano de reestruturação nos Estados Unidos, conduzido sob o Chapter 11. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração e integra o conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento financeiro e à reorganização societária da companhia aérea.

Os bônus de subscrição aprovados serão destinados, inicialmente, à American Airlines. Caso sejam exercidos, permitirão a subscrição de até 4.862.260.835.197 ações ordinárias da Azul.

Além disso, foram aprovados bônus para credores quirografários, que poderão subscrever até 1.231.164.424.677 ações ordinárias. Também foram autorizados bônus destinados à United Airlines e a determinados credores, com direito à subscrição de até 1.215.565.208.799 ações ordinárias.

Segundo a companhia, os acionistas terão direito de preferência na subscrição dos bônus, de forma proporcional à participação no capital social. A data de identificação dos acionistas elegíveis foi fixada para 20 de fevereiro de 2026.

Novo Comitê Estratégico da Azul

No mesmo movimento, o Conselho de Administração aprovou a eleição dos membros do Comitê Estratégico da empresa. O colegiado passa a ser composto por Jonathan Seth Zinman, James Jason Grant, Patrick Wayne Quayle, John S. Slattery e John Peter Rodgerson. O suplente indicado é Jeff Ogar.

De acordo com a Azul, a posse efetiva dos integrantes do Comitê Estratégico está condicionada à conclusão do processo de reestruturação sob o Chapter 11. Já a nomeação e posse de Jeff Ogar, como suplente de John Peter Rodgerson, dependerão do cumprimento de condições precedentes e de aprovações adicionais previstas no plano de recuperação e na documentação correlata, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

A iniciativa marca mais um passo formal na reestruturação da companhia aérea, que busca reorganizar sua estrutura de capital e reforçar sua posição financeira no contexto do processo conduzido nos Estados Unidos.

*Com informações de InfoMoney