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Celso Ferrer, diretor-presidente da Gol Linhas Aéreas (Gol/Victor Affaro)

O presidente-executivo da Gol Linhas Aéreas, Celso Ferrer, afirmou na última quinta-feira (12) que a alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio deve pressionar o preço das passagens aéreas no Brasil. Segundo o executivo, as companhias conseguem absorver oscilações no curto prazo, mas parte do aumento de custos tende a ser repassada aos consumidores.

A declaração foi feita durante um evento do setor aéreo. Ferrer explicou que as empresas operam com mecanismos para lidar com variações no preço do combustível, mas que a volatilidade do mercado impõe limites à absorção desses custos ao longo do tempo.

“Tem muita volatilidade no mercado. No curtíssimo prazo a empresa está preparada para lidar com esses choques, que impactam todas as companhias que têm um certo nível de tolerância para absorção de custo”, afirmou. Segundo ele, “temos várias ferramentas, mas é natural ter algum repasse para o preço das passagens”.

Os custos operacionais das companhias aéreas foram pressionados no início de março, quando a Petrobras elevou em 9,4% o preço do querosene de aviação. O reajuste ocorreu em meio à valorização do barril de petróleo no mercado internacional após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Gol planeja expansão internacional 

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Guerra no Oriente Médio eleva petróleo e pode impactar passagens aéreas no Brasil (Divulgação/Gol)

Apesar do cenário de custos mais elevados, o presidente da Gol afirmou que o movimento não altera a estratégia de crescimento internacional da companhia. A empresa planeja utilizar o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão como centro de conexões para ampliar rotas de longa distância.

“Isso não se confunde com nosso plano de longo prazo”, disse o executivo.

Segundo Ferrer, a Gol pretende ampliar gradualmente sua frota para sustentar a expansão das operações. A estratégia inclui a introdução de aeronaves da Airbus, ao mesmo tempo em que a empresa ainda tem 85 aviões da Boeing previstos para entrega nos próximos anos.