
O governo de Portugal afirmou, nesta quarta-feira (18), que os processos de privatização da TAP e de construção do novo aeroporto de Lisboa avançam sem intercorrências, com andamento considerado regular pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação. A declaração foi feita pelo ministro Miguel Pinto Luz durante audiência na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, no parlamento.
Segundo o ministro, os dois projetos são considerados estratégicos para o setor aéreo e estão sob coordenação direta do executivo, com acompanhamento institucional de diferentes órgãos técnicos e regulatórios. A proposta inclui a alienação parcial da TAP e a implementação do novo aeroporto na região de Alcochete, conforme decisão previamente validada por comissão independente.
Durante a sessão, o ministro reforçou que há alinhamento político sobre a localização do aeroporto e que a decisão resulta de um acordo institucional entre diferentes governos.“Reafirmo que o senhor primeiro-ministro António Costa, o então ministro Pedro Nuno Santos, o atual primeiro-ministro Luís Montenegro e eu próprio aceitámos o resultado da Comissão Técnica Independente e estabelecemos um compromisso para décadas”, afirmou.
O ministro também contestou críticas sobre impactos financeiros do projeto e negou a utilização de recursos públicos. “Nem um euro do Orçamento do Estado será utilizado para o novo aeroporto”, disse. Ele também rejeitou estimativas de perdas financeiras divulgadas por opositores, classificando os números como inconsistentes.
No caso da TAP, o processo de privatização prevê a venda de até 44,9% do capital, sendo 5% reservado aos trabalhadores. Empresas como Air France-KLM, IAG e Lufthansa já demonstraram interesse na operação, conforme indicado pelo governo.
Expansão da infraestrutura aérea em Portugal

No campo operacional, o governo de Portugal destacou investimentos em diferentes frentes para ampliar a capacidade aeroportuária. No aeroporto do Porto, a concessionária ANA executa obras de reforço da pista, com investimento estimado em 50 milhões de euros. Paralelamente, a NAV atua na ampliação da capacidade do espaço aéreo, que deve passar de 24 para 26 movimentos por hora a partir do próximo inverno.
Também no Porto, a TAP inaugurou recentemente uma base de manutenção e engenharia para aeronaves da família A320, com investimento de 20 milhões de euros, como parte da estratégia de reforço operacional.
O governo informou ainda que mantém um grupo de trabalho dedicado à análise de alternativas de expansão aeroportuária, com base em propostas apresentadas pela ANA. A iniciativa busca avaliar soluções complementares para atender à demanda futura do transporte aéreo no país.
A previsão oficial indica que o novo aeroporto de Lisboa poderá entrar em operação em 2037, com possibilidade de antecipação para o final de 2036, caso ajustes no cronograma sejam aprovados.







