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Donaldson Trump, presidente dos EUA (Divulgação/Library of Congress)

O presidente dos EUA, Donald Trump anunciou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) passarão a atuar nos aeroportos dos Estados Unidos a partir desta segunda-feira (23). A medida surge como resposta direta ao bloqueio do orçamento do Departamento de Segurança Interna no Senado e já provoca reflexos no fluxo de passageiros pelo país.

A decisão vem na esteira de um fim de semana marcado por filas extensas em aeroportos, resultado da redução no efetivo da Administração de Segurança no Transporte (TSA). Sem garantia de pagamento, parte dos agentes deixou de comparecer ao trabalho, o que comprometeu a operação em pontos estratégicos da aviação americana. “Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA”, escreveu Trump em sua rede social.

Falta de orçamento trava sistema e gera efeito imediato na gestão Trump

O centro da crise está no impasse político em Washington, durante este segundo mandato de Trump. Na última sexta-feira (20), o Senado não aprovou o orçamento do Departamento de Segurança Interna, responsável por áreas-chave como controle de fronteiras e segurança aeroportuária.

Sem a liberação dos recursos, funcionários considerados essenciais continuam trabalhando, mas sem receber salários. Ainda assim, o impacto já é visível. Em aeroportos como Atlanta, um dos mais movimentados do mundo, passageiros enfrentaram longas esperas para checagem de passaportes e inspeção de bagagens.

Nos bastidores, a movimentação de Trump foi interpretada como uma forma de pressão sobre os parlamentares. No sábado, o presidente já havia sinalizado a possibilidade de deslocar agentes do ICE para reforçar a segurança, caso não houvesse acordo. “Se não assinarem imediatamente um acordo, transferirei nossos agentes para os aeroportos”, publicou.

Democratas pressionam por mudanças no ICE

O bloqueio do orçamento não se limita a questões financeiras. Parlamentares democratas condicionam a aprovação a mudanças estruturais nas operações do ICE, especialmente após episódios recentes que aumentaram a pressão pública sobre a agência.

Entre as exigências estão a obrigatoriedade de mandado judicial para प्रवेश forçado em residências, identificação visível dos agentes e restrições ao uso de máscaras durante operações.

A senadora Patty Murray resumiu o clima em Washington ao afirmar que a agência precisa de maior վերահ controle e transparência.

Do outro lado, o governo afirma já ter cedido em pontos importantes, como o uso ampliado de câmeras corporais e a limitação de գործող ações em locais sensíveis, incluindo escolas e hospitais.

Impacto direto no turismo e nos passageiros

Para quem está viajando, o cenário é de incerteza. A presença de agentes do ICE nos aeroportos levanta dúvidas sobre possíveis mudanças nos procedimentos de segurança e imigração.

Além disso, a instabilidade operacional aumenta o risco de atrasos, conexões perdidas e uma experiência mais desgastante para passageiros, especialmente em rotas internacionais.

Companhias aéreas e operadores de turismo acompanham a situação de perto, já que qualquer alteração na dinâmica dos aeroportos dos Estados Unidos tem efeito imediato no fluxo global de viajantes.

Enquanto isso, líderes do Senado, como Chuck Schumer e John Thune, tentam avançar em negociações para destravar ao menos parte do financiamento e evitar que a crise se prolongue.

Com informações de G1