
O turismo paulista entrou no radar de uma nova rodada de investimentos e articulação política. Em encontro realizado neste sábado (21), em Ilhabela, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, apresentou um balanço que chama atenção: 98 obras concluídas entre 2023 e 2026, somando mais de R$ 146 milhões em diferentes regiões do estado.
A reunião, organizada pela Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo, reuniu prefeitos, gestores e representantes do setor no Galpão das Artes. O clima era de alinhamento e tentativa de transformar discurso em resultado prático.
Logo na abertura, o ministro destacou que o foco não está apenas em grandes projetos, mas também em melhorias que impactam diretamente quem vive e visita os destinos. “São intervenções que fazem diferença no cotidiano e na experiência de quem chega”, afirmou.
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Infraestrutura vira base para destravar o turismo
Os números apresentados ajudam a entender o tamanho da aposta. As obras incluem desde reformas de teatros até a criação de centros de atendimento ao turista, passando por revitalização de espaços de eventos e melhorias em acessos.
Na prática, isso significa tornar destinos mais preparados para receber visitantes, especialmente em cidades que dependem fortemente do turismo como fonte de renda.
Além do que já foi entregue, outras 13 obras seguem em andamento dentro do Novo PAC. Entre elas estão a revitalização da Casa da Cultura Pedro Buzato, em Torrinha, e a construção de um novo centro de eventos em Guararema.
Esse tipo de investimento costuma ter efeito em cadeia. Não movimenta só o turismo, mas também setores como construção civil, serviços e comércio local.
Tecnologia entra no jogo com a FNRH Digital
Se por um lado a infraestrutura avança, por outro o governo tenta acelerar a digitalização do setor. Um dos pontos centrais da apresentação foi a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes digital, conhecida como FNRH Digital.
A proposta é simples, mas com impacto direto: substituir processos burocráticos por um sistema mais ágil, que facilite o check-in e gere dados mais confiáveis sobre o fluxo de turistas.
Na prática, isso ajuda tanto o empresário, que ganha tempo, quanto o poder público, que passa a ter informações mais precisas para planejar políticas.
Crédito aparece como combustível para o setor
Outro tema que ganhou destaque foi o acesso a financiamento. O ministro reforçou o papel do Fundo Geral do Turismo como ferramenta para estimular novos negócios.
Com linhas de crédito voltadas ao setor, a ideia é facilitar a vida de quem quer investir em hotéis, pousadas, agências ou experiências turísticas.
“A ferramenta é essencial para impulsionar emprego e renda”, disse o ministro durante o encontro.
Em um cenário onde muitos empreendedores ainda enfrentam dificuldade para acessar crédito tradicional, esse tipo de iniciativa pode fazer diferença real na ponta.
Integração entre cidades ganha força
Mais do que obras e tecnologia, o encontro deixou claro que o turismo não deve ser pensado de forma isolada. A proposta defendida pelos gestores é fortalecer a integração regional, criando roteiros mais completos e competitivos.
A reunião contou com a presença do prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, além do presidente da entidade, João Victor Barboza, e do secretário estadual de Turismo, Roberto de Lucena.
Entre os temas debatidos, apareceram o planejamento de roteiros náuticos e a realização da Expo Turismo Paulista, prevista para abril.
A lógica é simples: quanto mais conectadas as cidades estiverem, maior a chance de aumentar o tempo de permanência do visitante e, claro, o gasto médio.
Um movimento que vai além do discurso
No fim das contas, o encontro em Ilhabela marca mais do que uma agenda institucional. Ele sinaliza uma tentativa de organizar o turismo paulista de forma mais estratégica, combinando investimento público, tecnologia e apoio ao setor privado.
Ainda é cedo para medir o impacto real dessas ações, mas os números mostram que existe um movimento em andamento.
E, para um estado que já lidera o turismo no país, qualquer avanço estrutural pode representar não só mais visitantes, mas uma experiência melhor para quem chega e para quem vive ali todos os dias.







