
O aumento expressivo no preço do querosene de aviação (QAV) voltou a pressionar o setor aéreo brasileiro e acendeu um alerta entre companhias e especialistas. O reajuste, anunciado ontem (1º), ultrapassa 50% em relação ao valor anterior, elevando significativamente os custos operacionais das empresas.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o impacto é direto: o combustível, que já representa uma das principais despesas das companhias, passa agora a responder por cerca de 45% dos custos operacionais. A entidade alerta que o cenário pode trazer “consequências severas”, incluindo redução de rotas, menor oferta de voos e impactos na conectividade aérea do país.
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Alta do querosene pode chegar ao bolso do passageiro
Com a escalada do QAV, especialistas já projetam reflexos no preço das passagens aéreas. Estimativas indicam que os bilhetes podem subir entre 10% e 20%, dependendo da estratégia de repasse adotada pelas companhias e da demanda por voos. Além disso, o aumento dos custos do querosene pode levar a ajustes na malha aérea, com cortes em rotas menos rentáveis e redução na frequência de voos.
Esse movimento tende a impactar diretamente o acesso ao transporte aéreo, especialmente em mercados regionais, reforçando os desafios de competitividade e expansão do setor no Brasil.







