
Um voo da TAP Air Portugal viveu momentos de tensão após um cigarro eletrônico entrar em combustão a bordo e provocar um incêndio no compartimento de bagagens, obrigando o comandante a retornar ao aeroporto poucos minutos após a decolagem. O incidente ocorreu em 8 de fevereiro, em um Airbus A320-214 que fazia a ligação entre o Aeroporto de Gatwick e Porto.
De acordo com o relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Ferroviários (GPIAAF), o fogo teve origem em um cigarro eletrônico guardado em uma bagagem de mão colocada no compartimento superior da cabine.
Pouco depois da decolagem, ainda durante a subida, a tripulação identificou um cheiro intenso de queimado. A situação evoluiu rapidamente quando foi detectada fumaça saindo de uma mala, que acabou pegando fogo dentro do compartimento.
O episódio gerou apreensão entre os passageiros e interferiu na resposta inicial. Segundo o relatório, cerca de dez pessoas se levantaram de seus assentos, bloqueando o corredor e dificultando o acesso da tripulação ao foco do incêndio. Apesar disso, os comissários conseguiram agir com rapidez e utilizaram um extintor para controlar as chamas.
Diante do risco, o comandante decidiu retornar imediatamente ao aeroporto de origem. A aeronave pousou em segurança cerca de 14 minutos após a decolagem, novamente em Gatwick. Já em solo, equipes de emergência realizaram a inspeção do avião e removeram a bagagem afetada.
Não houve registro de feridos nem necessidade de atendimento médico. O voo foi retomado horas depois, após a verificação de todas as condições de segurança.
Caso de incêndio reforça atenção a protocolos a bordo
O caso reacende o alerta para os riscos associados ao transporte de dispositivos com baterias de lítio, como cigarros eletrônicos. Embora ocorrências desse tipo sejam raras, especialistas destacam que o armazenamento inadequado, principalmente em compartimentos fechados, pode favorecer o superaquecimento e, em situações extremas, provocar incêndios a bordo.







