Lufthansa enfrenta nova greve de pilotos e cancela voos na Europa nesta segunda (13)
Companhia projeta manter 75% dos voos durante paralisação de pilotos (Divulgação/Lufthansa)

Uma nova paralisação de pilotos voltou a afetar as operações do grupo alemão Lufthansa nesta segunda-feira (13), provocando o cancelamento de centenas de voos e impactando passageiros em toda a Europa. A greve, convocada pelo sindicato Vereinigung Cockpit (VC), também se estende à terça-feira (14) e reforça uma sequência recente de conflitos trabalhistas dentro da companhia.

Poucos dias após o fim da greve dos comissários de bordo, encerrada na sexta-feira (10), a companhia volta a enfrentar interrupções em sua operação. Desta vez, a mobilização tem duração prevista de 48 horas e envolve pilotos de diferentes unidades do grupo.

A paralisação já provoca impactos relevantes na malha aérea neste primeiro dia. Segundo a comapanhia, a operação deve ser significativamente reduzida, com cancelamentos concentrados principalmente em voos de curta e longa distância. Ainda assim, o grupo projeta manter cerca de 75% de suas operações totais ao longo do período.

Lufthansa vê greve atingir subsidiárias e operação nos aeroportos

O movimento envolve pilotos da Lufthansa e de divisões como Lufthansa Cargo, Lufthansa CityLine e a subsidiária Eurowings. Nesta última, a greve ocorre apenas na segunda-feira, com cerca de 60% dos voos mantidos, enquanto as demais operações seguem impactadas até terça-feira (14).

O impacto também deve ser sentido nos aeroportos alemães, especialmente em Frankfurt, principal hub da companhia. Em paralisações recentes, como a registrada no último dia 10, o aeroporto chegou a contabilizar cerca de 570 voos cancelados ao longo do dia, incluindo operações de outras empresas.

A paralisação ocorre em meio a impasses nas negociações entre a empresa e os pilotos, especialmente em relação a salários e regras de aposentadoria. A Lufthansa classifica as demandas como inviáveis, enquanto o sindicato afirma que não houve avanços concretos nas tratativas recentes.

*Com informações de CNN e Lusa.