
SÃO PAULO – Durante a WTM Latin America, a Dunas Travel apresentou um cenário que ajuda a entender por que o Egito voltou com força ao radar do brasileiro. Com 17 anos de operação no país, a empresa já soma números que chamam atenção e mostram um mercado em retomada acelerada.
“Somos o principal receptivo no mercado de língua espanhola e portuguesa no Egito”, afirmou Attia Yamany, CEO da empresa. A estratégia passa por um ponto simples, mas que ainda faz diferença: falar a língua do cliente e acompanhar cada etapa da viagem.
Do aeroporto ao embarque: suporte completo vira diferencial
Um dos focos da operação está no cuidado com o turista desde a chegada. A experiência começa ainda no aeroporto, antes mesmo do controle de passaportes. A empresa mantém equipes próprias nos principais pontos de entrada do país para facilitar processos como visto e imigração. Tudo com suporte em português, algo que ainda pesa na decisão do brasileiro.
“Desde o primeiro momento que o turista chega até a hora de ir embora, ele tem assistência em português”, explicou Yamany.
Esse acompanhamento contínuo não é apenas discurso. A empresa conta hoje com mais de 130 guias que falam espanhol, português e também italiano. Além disso, opera uma frota robusta de veículos para dar conta da logística em diferentes regiões do país.
O que o brasileiro mais busca no Egito
Se existe um roteiro que praticamente todo brasileiro quer fazer, ele continua o mesmo. Cairo e o clássico cruzeiro pelo Nilo seguem como os queridinhos. “O brasileiro ama Cairo, Luxor e o cruzeiro no Nilo. É uma experiência fantástica”, disse.
E não é difícil entender o porquê. O pacote reúne história, paisagens icônicas e aquela sensação de estar vivendo algo único. Pirâmides, templos milenares e o Vale dos Reis seguem como pontos altos da viagem.
Outro destaque recente é o novo Grande Museu Egípcio, inaugurado em novembro do ano passado. O espaço já entrou no roteiro de quem visita o país e virou mais um argumento para atrair novos turistas.
Novos destinos entram no radar
Apesar do peso dos clássicos, a estratégia agora é ampliar o leque de opções. A ideia é mostrar que o Egito vai além do circuito tradicional. Entre as apostas estão regiões como o Mar Vermelho, conhecido pelas praias e mergulho, além de destinos como Alexandria, o Deserto Branco e áreas menos exploradas pelo turismo brasileiro. “Queremos aumentar a oferta e variar os roteiros”, explicou Yamany.
Essa diversificação também acompanha uma mudança de perfil do viajante, que busca experiências diferentes e mais completas, combinando cultura, natureza e descanso.
Brasil segue como mercado prioritário
A relação com o Brasil não é recente. A empresa atua no país desde 2017 e mantém presença constante em feiras e eventos do setor. O objetivo é claro: fortalecer parcerias e manter o destino vivo na cabeça do agente e do viajante. Essa proximidade ajuda a explicar por que o Brasil continua sendo um dos mercados estratégicos.
“O brasileiro é um público muito importante para nós”, afirmou.
Além disso, o crescimento da demanda mostra que há espaço para avançar ainda mais, principalmente com o aumento da oferta de voos e o interesse crescente por destinos internacionais fora do eixo tradicional.
Segurança entra na conversa
Em meio a um cenário global mais sensível, especialmente com tensões no Oriente Médio, a empresa também aproveitou o evento para reforçar uma mensagem importante: o Egito segue seguro para o turismo. “A verdade é que queremos dar tranquilidade. O destino é seguro”, disse Yamany.
Esse tipo de posicionamento tem sido frequente entre players do setor, principalmente em momentos de instabilidade internacional, quando a percepção do viajante pode ser impactada por notícias generalizadas.
O Egito voltou com força ao mapa do turismo internacional e o Brasil faz parte dessa história. Com operação estruturada, atendimento em português e novos roteiros, o destino tenta se aproximar ainda mais do público brasileiro.







