Michael Bayley, CEO da Royal Caribbean
Michael Bayley, CEO da Royal Caribbean

LEGEND OF THE SEAS – A Royal Caribbean condicionou, nesta quarta-feira (1), o retorno de suas operações no Brasil à melhora do ambiente econômico e regulatório do país. Segundo o presidente e CEO da companhia, Michael Bayley, a legislação da cabotagem, a desvalorização do real frente ao dólar e a falta de previsibilidade regulatória são os principais fatores que hoje impedem a empresa de voltar a operar regularmente no mercado brasileiro.

“Há duas coisas que travam a operação da Royal Caribbean no Brasil : há a legislação sobre o cruzeiro de cabotagem, que é uma realidade problemática para nós, e a outra coisa é a moeda. A mudança da moeda nos últimos anos foi bem dramática. Se vocês conseguirem encontrar um jeito de fixar a taxa de câmbio, estaremos lá amanhã”, afirmou.

A declaração foi feita da bordo do Legend of the Seas, navio que iniciará sua viagem inaugural em 4 de julho, e o qual o MERCADO & EVENTOS está a abordo com uma cobertura completa.

Vale ressaltar, que a Royal deixou o Brasil há dez anos. “Ter estabilidade geopolítica é importante. Nós estávamos operando no Brasil e, de repente, havia um novo imposto ou todo mundo recebendo um aumento de salário de 7%. Entender um caminho previsível, seja lá onde for, é importante”, afirmou.

O executivo disse que esse critério é adotado em diferentes mercados onde a Royal Caribbean opera e que mudanças inesperadas podem comprometer o planejamento da empresa. “O que não queremos é colocar as coisas em movimento e ter que lidar com muita variabilidade, que pode impactar a experiência dos convidados, pode impactar a nossa operação e, em alguns casos, pode impactar o nosso profissionalismo”, concluiu

Royal Caribbean segue avaliando o mercado 

Michael Bayley e Jason Liberty, da Royal Caribbean
Michael Bayley e Jason Liberty, da Royal Caribbean

Michel apontou ainda, que a companhia distribui seus navios entre diferentes regiões do mundo com base no retorno esperado de cada operação. “Quando estamos frente a oportunidades de desenvolvimento, onde colocamos nossos navios? Obviamente, onde há o melhor resultado econômico para isso. E quando você tem uma moeda que está em uma relação muito diferente com o dólar americano, isso torna tudo muito mais desafiador. 

Apesar dos obstáculos, Bayley afirmou que a Royal Caribbean continua interessada no mercado brasileiro e destacou o histórico da companhia no país. “Nós adoraríamos voltar para o Brasil. Foi um marco fantástico para nós. Eu acho que tínhamos três a quatro mil brasileiros por ano navegando conosco. Ótimos clientes, super felizes. Foi fantástico”, declarou.

*O M&E viaja com proteção da GTA.