
A venda geral de ingressos para os desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2027 do Rio de Janeiro terminou com os ingressos esgotados e uma série de reclamações de foliões que tentaram garantir lugar na Sapucaí. Diante dos relatos de filas virtuais, instabilidade e dificuldades para concluir pagamentos, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) solicitou à Ticketmaster, responsável pela comercialização, um relatório detalhado sobre o funcionamento da plataforma durante o processo.
A comercialização começou na noite de segunda-feira (10) e terminou rapidamente. Segundo a Ticketmaster, mais de 15 mil pessoas estavam conectadas ao sistema no início das vendas. Apesar da forte demanda, usuários relataram nas redes sociais problemas em diferentes etapas da compra, inclusive após conseguirem selecionar os ingressos.
Entre as queixas estão dificuldades para avançar na fila virtual, instabilidades no site e falhas no momento de finalizar o pagamento. Os relatos levaram a Liesa a se manifestar na terça-feira (11), afirmando que acompanha as manifestações dos consumidores e busca esclarecimentos sobre o desempenho da plataforma.
Liesa vai analisar todas as compras
Além de solicitar informações à Ticketmaster, a liga informou que realizará uma auditoria das compras efetuadas nesta etapa. A análise terá como foco o cumprimento das regras estabelecidas para a comercialização, incluindo o limite de ingressos por CPF e as condições de nominalidade e intransferibilidade das entradas.
A medida também poderá abrir espaço para uma nova rodada de vendas. De acordo com a Liesa, eventuais compras consideradas irregulares serão canceladas e os respectivos ingressos retornarão à plataforma para serem comercializados novamente. A entidade afirma que procedimento semelhante já foi adotado na edição anterior do Carnaval.
A iniciativa busca, além de verificar possíveis irregularidades, dar maior transparência ao processo após a repercussão dos problemas relatados pelos consumidores. A liga informou que pretende apresentar ao público informações sobre o funcionamento do sistema durante a comercialização.
Revenda irregular também entra no radar
A fiscalização não ficará restrita à plataforma oficial de vendas. A Liesa também informou que mantém uma equipe dedicada ao monitoramento de sites e perfis em redes sociais que anunciam ingressos para o Carnaval por valores acima dos praticados oficialmente.
Quando são identificadas ofertas consideradas irregulares, os casos são encaminhados à Ticketmaster para análise e eventual cancelamento das entradas. A estratégia tem como objetivo coibir a revenda ilegal e evitar que ingressos adquiridos na venda oficial sejam negociados posteriormente por preços superiores aos estabelecidos pela organização.
Ainda haverá novas oportunidades de compra
Embora os ingressos disponibilizados na venda geral tenham se esgotado, a comercialização para o Carnaval 2027 ainda não foi encerrada. A Liesa prevê novas etapas, incluindo a venda de frisas e das arquibancadas populares dos setores 12 e 13. As datas dessas operações ainda serão divulgadas.
Antes da abertura da venda geral, a liga já havia disponibilizado outras modalidades de acesso aos desfiles. Entre elas está o Passaporte Rio Carnaval, que garante entrada para os três dias de desfiles competitivos, e o Ingresso Sambista, que permite ao comprador definir posteriormente a data em que deseja acompanhar a apresentação.
A venda realizada na segunda-feira contemplou as arquibancadas especiais dos setores 2 ao 11, com exceção do setor 9, além das cadeiras individuais numeradas do setor 12. Os ingressos tinham preço de R$ 250, enquanto a meia-entrada custava R$ 125.
Carnaval 2027
Os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial estão programados para os dias 7, 8 e 9 de fevereiro de 2027, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
O calendário será encerrado com o Desfile das Campeãs, marcado para 13 de fevereiro. Com as próximas etapas de comercialização ainda previstas, a Liesa deverá divulgar posteriormente o cronograma para aquisição de frisas e das arquibancadas populares.
Enquanto isso, a entidade afirma que continuará acompanhando as compras realizadas na primeira etapa e os casos de possível revenda irregular. A expectativa é que os ingressos eventualmente liberados após a auditoria sejam disponibilizados novamente ao público.







