
Washington, D.C. – A capital norte-americana quer ampliar sua conexão com o mercado brasileiro e mudar a percepção de que é um destino concentrado em política, história e museus. A estratégia do Destination DC inclui promover experiências ligadas a compras, gastronomia, vida noturna e esportes. O movimento foi destacado por Elliott Ferguson, CEO do Destination DC, que citou diretamente o Brasil entre os mercados com potencial de crescimento.
Segundo o executivo, o desafio é mostrar ao viajante brasileiro que há muito mais para fazer na cidade além de visitar seus tradicionais museus e monumentos. “Se queremos trazer mais brasileiros para Washington para fazer compras, comer nos nossos restaurantes, aproveitar nossa vida noturna, nossos speakeasies e rooftops, além do beisebol, precisamos mostrar isso”, afirmou.
Mudança de percepção
Ferguson reconhece que os museus continuam sendo importantes ativos turísticos de Washington, mas afirma que existe uma percepção externa de que a cidade pode ser explorada rapidamente a partir de seus principais equipamentos culturais. Na prática, segundo ele, a experiência é diferente.
Os museus de Washington são mais interativos e podem consumir muitas horas de visita. O executivo defende que essa riqueza cultural seja combinada com outras experiências para aumentar o tempo de permanência e o gasto dos turistas.
Para o mercado brasileiro, a estratégia passa por apresentar uma Washington mais urbana e diversificada, com gastronomia, entretenimento, compras, esportes e vida noturna.
Trade como parceiro
O Destination DC também vê o relacionamento com o trade brasileiro como peça importante dessa estratégia. Ferguson destacou a participação em feiras, a realização de viagens de familiarização e a aproximação com jornalistas como ferramentas para apresentar novos produtos e experiências.
Segundo ele, hotéis, restaurantes e atrações que participam das ações da entidade têm mais oportunidades de entrar em contato com profissionais e visitantes interessados no destino. A intenção é, portanto, transformar o Brasil em um mercado não apenas de visitação, mas de maior permanência e consumo, explorando interesses que vão muito além do roteiro tradicional da capital americana.
Números do destino
Washington, D.C. recebeu 27,2 milhões de visitantes em 2025, praticamente o mesmo volume registrado no ano anterior, com alta de 0,1%. O resultado, no entanto, revela movimentos distintos entre os mercados: enquanto a visitação doméstica cresceu 4%, para 25,1 milhões de pessoas, o fluxo internacional recuou 4%, para 2,1 milhões. Ainda assim, o turismo alcançou resultados recordes em impacto econômico, com US$ 11,9 bilhões em gastos dos visitantes, crescimento de 4%, e US$ 2,4 bilhões em receitas tributárias para o Distrito de Columbia, também alta de 4%.
O setor foi responsável ainda por 114.013 empregos, número 2% superior ao de 2024. Os dados reforçam o desafio — e a oportunidade — de Washington em recuperar o fluxo internacional e, ao mesmo tempo, ampliar o tempo de permanência e o gasto dos visitantes. É nesse cenário que o Brasil aparece entre os mercados estratégicos para o destino.
Operadores brasileiros vivenciam diferentes experiências
Ao longo de toda a semana, o M&E acompanha de perto a programação das operadoras brasileiras que estão visitando a cidade. A convite da Imaginadora, representante do destino no Brasil, o roteiro reúne museus, restaurantes, monumentos e experiências que vão muito além do circuito convencional. Participam da programação profissionais da Abreu, Diversa, BWT, FRT, Flot, Visual, New Age, Orinter, Queensberry, Easy Time Travel e OnStage Academy. O M&E é o único veículo de imprensa brasileiro presente na viagem.
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