
As eleições se aproximam e, mais uma vez, chama a atenção o espaço reduzido dedicado ao turismo no debate eleitoral. Nas primeiras sabatinas com os candidatos à Presidência, o setor praticamente não apareceu entre os grandes temas em discussão. Na sabatina da Rede Globo, não houve uma pergunta sobre o tema.
Não se trata de defender candidaturas corporativas, mas de reconhecer uma contradição: somos um setor cada vez mais relevante e ainda diminutos nos espaços onde são tomadas as decisões que determinam nosso futuro.
Em 2025, segundo o WTTC, Viagens e Turismo responderam por 9,8% da economia mundial e sustentaram 366 milhões de empregos. No Brasil, a CNC calcula que as atividades turísticas respondem por 8,1% do PIB.
Ainda assim, há uma distância evidente entre esses resultados e o espaço reservado ao setor na discussão política. O turismo aparece nos programas de governo de diferentes candidatos, mas permanece como um capítulo desses documentos, não como uma pauta central e compromisso de campanha.
Cabe a nós perguntar aos candidatos qual é, concretamente, o compromisso com o turismo e acompanhar, depois das eleições, se aquilo que foi apresentado chegará às políticas públicas.
O turismo brasileiro já provou sua força e sua capacidade de impulsionar a economia. Cabe agora ao setor converter essa relevância econômica em protagonismo político, cobrando dos candidatos compromissos concretos para que o turismo esteja entre as prioridades de quem governará o Brasil e seus Estados.
Artigo de Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, diretor da CNC e coordenador do Cetur/CNC






