
As viagens corporativas movimentaram US$ 178 bilhões em gastos diretos em 25 dos principais destinos de negócios do mundo em 2024, segundo um novo estudo da Global Business Travel Association (GBTA), realizado em parceria com a Rockport Analytics. São Paulo aparece entre as cidades analisadas, com despesas entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,4 bilhões.
Considerando os efeitos diretos e indiretos sobre as economias locais, a movimentação dos viajantes a negócios gerou US$ 283 bilhões em atividade econômica nas 25 cidades. O segmento também contribuiu com US$ 93 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB), quase US$ 54 bilhões em salários e US$ 55 bilhões em receitas tributárias.
A atividade sustentou ainda aproximadamente 1,4 milhão de empregos. Os US$ 178 bilhões gastos nas cidades analisadas correspondem a cerca de 12% dos US$ 1,47 trilhão movimentados globalmente pelas viagens corporativas, de acordo com o Business Travel Index da GBTA.
O levantamento considera os gastos realizados por viajantes domésticos e internacionais durante deslocamentos profissionais e calcula os efeitos dessa movimentação sobre diferentes setores das economias locais.
“As viagens de negócios são um poderoso motor de crescimento econômico e este estudo reflete seu impacto de longo alcance. Quando as pessoas viajam para se reunir, colaborar e construir relacionamentos, os benefícios vão muito além do viajante e de sua organização, gerando empregos, renda, receita tributária e oportunidades em comunidades ao redor do mundo”, afirma Suzanne Neufang, CEO da GBTA.
Nova York e Tóquio superam US$ 20 bilhões
Sete cidades concentraram mais de 60% dos gastos corporativos registrados pelo levantamento. Juntas, elas movimentaram mais de US$ 108 bilhões, equivalentes a 61% do total das 25 cidades.
Nova York liderou o levantamento, com US$ 21,2 bilhões em gastos de viajantes corporativos. A atividade contribuiu com US$ 13,7 bilhões para o PIB local e sustentou 139 mil empregos.
Tóquio aparece logo atrás, com US$ 20,7 bilhões movimentados, US$ 11,8 bilhões em contribuição ao PIB e cerca de 158 mil postos de trabalho relacionados à atividade.
Londres ocupa a terceira posição, com US$ 15 bilhões, seguida por Xangai, com US$ 14,2 bilhões; Paris, com US$ 13,6 bilhões; Los Angeles, com US$ 12,2 bilhões; e Chicago, com US$ 11,6 bilhões.
Na faixa seguinte aparecem Washington, com US$ 9,4 bilhões; San Francisco, com US$ 6,9 bilhões; Amsterdã, com US$ 5,6 bilhões; Singapura, com US$ 5,2 bilhões; Frankfurt, com US$ 4,7 bilhões; e Sydney, também com US$ 4,7 bilhões.
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Cada US$ 1 gasto gera US$ 1,59 na economia
Além das despesas diretamente relacionadas às viagens, como hospedagem, transporte e alimentação, o levantamento aponta efeitos sobre fornecedores, salários e consumo nas economias locais.
Em média, cada US$ 1 gasto por um viajante corporativo nas 25 cidades analisadas gerou US$ 1,59 em vendas para empresas locais, US$ 0,52 em contribuição ao PIB e US$ 0,31 em receitas tributárias.
A cada US$ 1 bilhão movimentado pelas viagens de negócios, aproximadamente 7,8 mil empregos foram sustentados.
O efeito, no entanto, varia de acordo com as características de cada economia. Nova York apresentou o maior multiplicador entre os destinos pesquisados, com US$ 1,76 em atividade econômica para cada dólar gasto por viajantes corporativos. Los Angeles aparece em seguida, com US$ 1,68.
Copenhague teve a maior proporção de arrecadação pública, convertendo quase US$ 0,60 de cada dólar gasto em receitas governamentais. Oslo e Estocolmo também ficaram entre os destaques nesse indicador.
Dubai apresentou o menor índice, pouco acima de US$ 0,01 por dólar, resultado relacionado à estrutura tributária dos Emirados Árabes Unidos.
Eventos e viagens internacionais influenciam resultados
O estudo também identificou diferenças no perfil das viagens corporativas de cada cidade. Londres registrou o segundo maior gasto diário por viajante entre os destinos analisados e a maior participação de passagens aéreas premium nas despesas totais, refletindo o peso das viagens internacionais para a capital britânica.
Xangai apresentou a maior demanda por quartos de hotéis associada a grupos entre as 25 cidades, enquanto Chicago ficou na segunda posição, indicando a participação de reuniões e eventos organizados no movimento corporativo dos dois destinos.
Estocolmo e Oslo, por sua vez, registraram os maiores crescimentos na demanda de hospedagem para grupos em 2024.
O levantamento da GBTA e da Rockport Analytics utiliza dados de 2024 e analisa o impacto das viagens corporativas sob a perspectiva dos destinos, considerando tanto os gastos realizados pelos visitantes quanto os efeitos gerados posteriormente nas economias locais.







