Foz do Iguaçu: maior volume aéreo do Brasil com lacunas em conectividade desde a pandemia
Desde a crise mundial, destino busca recuperar 10 conexões (Beatriz do Vale/M&E)

FOZ DO IGUAÇU – Como em todo o planeta, a pandemia de Covid-19 impactou de forma significa o tráfego aéreo. Mas no Brasil, e mais especificamente em Foz do Iguaçu, de todos os aeroportos, foi o destino que mais perdeu conectividade. Desde então, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (IGU) perdeu voos de:

  • Navegantes
  • Brasília
  • Fortaleza
  • Cuiabá
  • Campo Grande
  • Salvador
  • Natal
  • Porto Seguro
  • Montevidéu
  • Lima

Durante a 20ª edição do Festival Internacional de Turismo Cataratas, o secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, Jin Petrycoski, que assumiu a pasta em janeiro de 2025, vem tentando recuperar essa conectividade aérea.

“Eu confesso que fico triste. De todos os aeroportos do Brasil, temos a maior taxa de ocupação e não conseguimos novos voos. É inacreditável. Dá um desespero porque o aeroporto lotado, os voos lotados e mesmo assim não estamos trazendo novos voos”.

Em contrapartida, o destino paranaense tem a maior taxa de ocupação aérea do Brasil. De acordo com dados da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), o IGU registrou uma taxa de ocupação de 88% nos voos entre janeiro e março de 2025, ou seja, 88% dos assentos disponíveis nos voos que operam no aeroporto neste período foram ocupados por passageiros pagantes. Só no primeiro trimestre do ano foram mais de 571 mil embarques ou desembarques. Esse número reflete um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

E são esses números que motivam ainda mais a pasta a reverter este cenário… o quanto antes.

“Nós somos um destino com números, temos uma demanda crescente e mesmo assim não são colocados novos voos. A secretaria está disponível para fazer investimentos e marketing em qualquer local para atrair novos voos. Não queremos que ninguém invista sozinha. Vamos fazer isso juntos. E a secretaria está oferecendo todos os incentivos possíveis. Sabemos que o produto é bom e vende fácil, estamos desenvolvendo um planejamento próprio para a capacitação de voos”.

Recentemente a secretaria contratou a consultoria de Gianfranco Panda nesta área para fazer um diagnóstico e apresentar um plano de ação para captar novos voos. Até o final desse mês ele deve apontar o estado atual e o que pode ser feito. “Mas o que saiu acertado é que a Secretaria de Turismo, junto com a posição do prefeito de Foz do Iguaçu, vai levar essa demanda para o governo do Estado, para ter realmente uma ajuda com o programa do governo, para nos ajudar a viabilizar novos voos”, complementou.

O governo do Paraná e empresas privadas seguem investindo em Foz do Iguaçu visando impulsionar o turismo. São mais de R$ 1,8 bilhão, que incluem:

AquaFoz: aquário em construção com investimento de R$ 140 milhões;

Upgrade na área das Cataratas: mais de R$ 550 milhões para transformar a visita em uma experiência além da contemplação, com novas trilhas, ecoturismo e ecoaventura.

Wonder Park e Dreamland: novos projetos para impulsionar o turismo na região.

• Invesrimento no Espaço das Américas e novas atrações pela Urbia Cataratas.

“Estamos fazendo a nossa parte. Hoje eu sinto que o único risco que pode travar o crescimento de Foz é a malha aérea. É muito preocupante mesmo. Mas é uma das bandeiras que eu mais vou defender.”

*O M&E viaja com apoio da Shift Mobilidade Corporativa e proteção GTA