
Olha, não é novidade que o turismo LGBT+ movimenta a economia, mas o que está rolando nos últimos anos é outro nível. Carnaval, Réveillon, Rock in Rio, Lollapalooza… os produtores estão de olho (e de coração aberto) para esse público que não só lota os eventos, mas também gasta com estilo. E não é só impressão: os line-ups estão cada vez mais recheados de artistas que são ícones da comunidade LGBTQIA+ – e a plateia agradece!
Vou te contar um segredo: esse público não só viaja mais, como também investe pesado em experiências únicas. Uma pesquisa da Prefeitura do Rio (sim, lá de 2014!) já apontava que, durante o Carnaval daquele ano, 137 mil dos 918 mil turistas eram LGBT+. O mais impressionante? Eles foram responsáveis por 1/3 da grana que rolou na cidade – algo em torno de R$ 4,6 bilhões!
E olha que isso foi há uma década. Hoje, com a visibilidade e a demanda por destinos inclusivos, esse número só cresce. Hospedagem, gastronomia, baladas, passeios… tudo ganha um up quando a comunidade LGBT+ marca presença.
Dois exemplos recentes que ilustram esse impacto foram os shows de Madonna em Copacabana (2024) e Lady Gaga, em maio deste ano, que atraíram milhares de turistas LGBT+ e geraram receitas significativas.
O show gratuito de Madonna, na Praia de Copacabana, em maio de 2024, foi um fenômeno de público e movimentação econômica. Estima-se que mais de 1,6 milhão de pessoas tenham comparecido, com uma significativa parcela sendo turistas LGBT+. Na ocasião, a ocupação hoteleira no Rio chegou a 98%, com diárias até 300% mais caras.
Já o comércio e gastronomia com bares, restaurantes e lojas da região registraram aumento de 40% nas vendas. Nos transportes e serviços a demanda por aplicativos de transporte e passeios turísticos cresceu 60%. Ao final, o evento movimentou mais de 300 milhões de reais, isso sem falar do impacto imensurável reposicionado o Rio como a porta de entrada do turismo LGBT+ friendly na América Latina, título que havia perdido para Buenos Aires por alguns anos.
Já o recente show da Mother Monster, como é chamada a cantora Lady Gaga por seus fãs, invejou cerca de 600 milhões na economia da cidade. De acordo com a prefeitura, cerca de 500 mil turistas estiveram na cidade no período do evento, um número que impressiona até mesmo quem já está acostumado a realizar o maior réveillon do mundo.
O Brasil como Destino LGBT+: O Que Falta?
Os números não mentem: somos potência no turismo diverso. Mas para consolidar esse cenário, falta mais inclusão de verdade (não só no marketing). Políticas públicas, segurança, treinamento para o setor hoteleiro e, claro, eventos que celebrem a diversidade sem pink washing, maneira como é chamado pela comunidade LGBTQIA+ aqueles indivíduos que só querem ganhar dinheiro como tema.
A boa notícia? Cada show, cada festa e cada real movimentado mostram que o futuro do turismo no Brasil tem cores, amores e muito dinheiro no bolso.







