
São Paulo e Ilhabela estão entre os destinos brasileiros que recebem, até 3 de outubro, uma pesquisa presencial para entender quem são os turistas que circulam pelo país, como organizam suas viagens e quais experiências procuram. A iniciativa faz parte da primeira edição da Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT), realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com o Itaipu Parquetec.
Ao todo, cerca de 22,5 mil turistas serão entrevistados em 50 municípios das cinco regiões brasileiras. A proposta é ir além de números de fluxo turístico e ouvir diretamente os visitantes para identificar hábitos de consumo, preferências, gastos e a percepção sobre os serviços encontrados durante a viagem.
Em São Paulo e Ilhabela, pesquisadores capacitados abordam os viajantes em pontos de circulação e concentração de visitantes. Podem participar brasileiros e estrangeiros com 18 anos ou mais, desde que não sejam residentes do município pesquisado e tenham realizado ou pretendam realizar pelo menos um pernoite no destino durante a viagem.
O questionário padronizado aplicado nos municípios reúne informações sobre a origem dos turistas, meios de transporte utilizados, hospedagem, tempo de permanência, composição dos grupos de viagem, atividades realizadas e gastos durante a estadia. A pesquisa também investiga como os visitantes avaliam aspectos como infraestrutura, qualidade dos serviços, acessibilidade, segurança, conectividade e preços.
Com isso, o levantamento pretende construir um retrato mais detalhado da experiência turística em diferentes destinos brasileiros, permitindo identificar não apenas quem viaja, mas também o que influencia suas escolhas e quais pontos podem ser aprimorados ao longo da jornada.
“Conhecer melhor quem visita nossos destinos é fundamental para que possamos planejar políticas públicas, promover experiências de maior qualidade e fortalecer a competitividade do turismo brasileiro”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Dados devem orientar políticas e investimentos
As respostas coletadas serão incorporadas ao Observatório Nacional de Turismo Sustentável e deverão servir de base para decisões do poder público e da iniciativa privada. A partir dos resultados, a expectativa é apoiar melhorias em serviços e infraestrutura, além de contribuir para o desenvolvimento de novos roteiros e experiências alinhados à demanda dos visitantes.
Os resultados terão representatividade estatística para cada um dos municípios participantes e deverão ser disponibilizados nos painéis do Observatório Nacional de Turismo Sustentável até abril de 2027.
“A produção de dados confiáveis e comparáveis é um passo importante para orientar decisões, atrair investimentos e apoiar gestores públicos e o setor privado na construção de destinos cada vez mais preparados para receber visitantes”, destacou Feliciano.
A Rede Brasileira de Observatórios de Turismo (RBOT) também participa da iniciativa, sendo responsável pelo planejamento metodológico, pela coordenação da coleta de dados e pela consolidação dos resultados.
Metodologia poderá chegar a outros destinos
A primeira edição da PNDT contempla 50 municípios selecionados com base no Mapa do Turismo Brasileiro vigente no início da execução do acordo de cooperação. A escolha levou em consideração os municípios turísticos mais bem posicionados em cada unidade da Federação, de acordo com o Índice Geral dos Municípios. O indicador considera 70 parâmetros distribuídos em dez dimensões relacionadas ao turismo para categorizar os destinos.
A estrutura criada para a pesquisa, porém, não ficará restrita às cidades selecionadas nesta primeira etapa. O questionário validado, a plataforma de coleta de dados e as capacitações desenvolvidas em ambiente virtual de aprendizagem serão disponibilizados para municípios interessados em utilizar a metodologia.
Também estão previstos workshops nas cinco regiões do país e uma conferência nacional até o fim do primeiro semestre de 2027. Os encontros terão como objetivo apresentar o modelo de pesquisa e compartilhar conhecimentos sobre a coleta e utilização de dados turísticos.
Onde a pesquisa será realizada?
Na Região Norte, participam Ananindeua e Belém, no Pará; Boa Vista, em Roraima; Cruzeiro do Sul e Rio Branco, no Acre; Ji-Paraná e Porto Velho, em Rondônia; Macapá, no Amapá; Manaus, no Amazonas; e Palmas e Paraíso do Tocantins, no Tocantins.
No Nordeste, o levantamento passa por João Pessoa e Cabedelo, na Paraíba; Recife e Fernando de Noronha, em Pernambuco; Maceió e Japaratinga, em Alagoas; Natal e Parnamirim, no Rio Grande do Norte; Aracaju e São Cristóvão, em Sergipe; Caucaia e Fortaleza, no Ceará; Parnaíba, no Piauí; Porto Seguro e Salvador, na Bahia; São José de Ribamar e São Luís, no Maranhão.
No Sudeste, além de São Paulo e Ilhabela, estão no levantamento Rio de Janeiro e Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro; Belo Horizonte e Extrema, em Minas Gerais; Vila Velha e Vitória, no Espírito Santo.
Na Região Sul, participam Balneário Camboriú e Florianópolis, em Santa Catarina; Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná; e Gramado e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Já no Centro-Oeste, a pesquisa será realizada em Brasília; Caldas Novas e Goiânia, em Goiás; Campo Grande e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul; e Cuiabá e Sinop, em Mato Grosso.







