“É hora de sair do eixo”: Alagev estreia programa de hosted buyers na BTM e destaca potencial corporativo do Nordeste
Luana Nogueira, diretora executiva da Alagev

FORTALEZA – A Alagev participou pela primeira vez da BTM com uma ação inédita: o patrocínio do programa de hosted buyers, que reuniu gestores e compradores corporativos de várias regiões do país para conhecer produtos e destinos do Nordeste.

A iniciativa, segundo a diretora executiva Luana Nogueira, foi um marco tanto para a associação quanto para o evento. “Foi a primeira vez que patrocinamos um programa de hosted buyers em uma feira regional. Adoramos fazer parte dessas estreias, ter este pioneirismo. Isso sempre traz aprendizado e a oportunidade de construir algo em conjunto. A ideia é que esse programa cresça a cada edição”, afirmou.

Segundo Luana, o objetivo foi estreitar a relação entre o turismo corporativo e o mercado de lazer, criando sinergias e fomentando negócios em novas regiões. “O corporativo é o colchão que sustenta o mercado e reduz os soluços da sazonalidade. É quem garante fluxo constante, mesmo fora de temporada”, explicou.

Durante a feira, a Alagev promoveu também um encontro do GVNE (Grupo de Gestores de Viagens do Nordeste), reunindo profissionais locais e de outros estados. “Trazer o GVNE para dentro da feira foi essencial. Os gestores puderam viver o evento com intensidade, conhecer novos fornecedores e enxergar oportunidades reais de negócios”, destacou.

Potencial nordestino e desafio da conectividade

Luana elogiou a estrutura do Centro de Eventos do Ceará, onde a BTM foi realizada. “Me surpreendeu muito. É um produto versátil, moderno, com o tamanho ideal para eventos de médio e grande porte. Fiquei muito positivamente surpreendida”, disse.

A executiva também defendeu a descentralização dos grandes eventos corporativos do eixo Rio–São Paulo, destacando o potencial de destinos nordestinos para receber congressos, feiras e convenções. “Quando tiramos os eventos dos grandes polos, abrimos espaço para o desenvolvimento de toda a cadeia de fornecimento local, da hotelaria ao transporte. Isso ajuda a profissionalizar a região e eleva o nível de exigência de todos os fornecedores”, afirmou.

Um dos grandes entraves, contudo, segue sendo a malha aérea limitada fora do eixo Sudeste. “A falta de conectividade encarece e desestimula tanto o corporativo quanto o lazer”, pontuou.

Para Luana, é preciso inverter a lógica de que primeiro deve surgir a demanda para depois ampliar os voos. “Os voos estão lotados, os aeroportos cheios, a demanda já existe. O que falta é ampliar a oferta e distribuir melhor a malha aérea. Quando uma passagem está caríssima, é sinal claro de que há mais gente querendo viajar do que assentos disponíveis”, disse.

Expansão e novos horizontes

O sucesso do programa de hosted buyers na BTM deve abrir caminho para novas ações da Alagev em outras regiões do país. A ideia é expandir a iniciativa, envolvendo também compradores do Sul e Sudeste e consolidando uma ponte entre os polos corporativos e os destinos emergentes.

“O Brasil é um país de dimensões continentais e oportunidades imensas. Se um país como o Chile, muito menor, voa sete vezes mais que o Brasil, está claro que o desafio não é a demanda, e sim a infraestrutura. Nosso papel é provocar o setor, desafiar o status quo e ajudar a construir caminhos para que o turismo corporativo floresça em todas as regiões”, concluiu Luana Nogueira.

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