
A Copa do Mundo de 2026 promete mobilizar milhares de brasileiros rumo à América do Norte, mas também deve impor desafios inéditos aos torcedores que pretendem acompanhar o torneio presencialmente. Pela primeira vez na história, a competição será realizada simultaneamente em três países, Estados Unidos, Canadá e México, exigindo deslocamentos mais longos, travessias de fronteiras e uma logística mais complexa do que a observada em edições anteriores.
A expectativa do setor de turismo é que mais de 70 mil brasileiros viajem para acompanhar os jogos ao longo do Mundial. O número supera o registrado na copa de 2022, realizada no Catar, quando mais de 60 mil torcedores do País estiveram presentes durante a competição.
O cenário também deve aumentar a demanda por serviços voltados à segurança e à assistência durante a viagem. Um levantamento da Omint Seguros aponta que, durante a Copa do Mundo de 2022, houve crescimento de 57% na contratação de seguros viagem para o Oriente Médio entre novembro e dezembro, período em que o torneio foi disputado.
Segundo Anna Angotti, gerente de vendas de seguro de vida e viagem da Omint Seguros, a estrutura da próxima edição exige que os viajantes ampliem o foco do planejamento.
“Eventos como esse unem duas paixões dos brasileiros: viajar e acompanhar o futebol. Mas também aumentam a exposição a situações inesperadas, especialmente em viagens com múltiplos destinos e conexões”, afirma.
Viagem envolve mais variáveis do que em edições anteriores
Ao contrário do Catar, que concentrou todas as partidas em um território relativamente pequeno, a Copa de 2026 terá jogos espalhados por diversas cidades e países. Isso significa lidar com diferentes legislações, regras migratórias, sistemas de transporte e até formas de acesso aos serviços de saúde.
Além da necessidade de organizar deslocamentos internos, os torcedores também estarão mais expostos a imprevistos operacionais, como atrasos, cancelamentos de voos, extravio de bagagens e perda de documentos.
De acordo com a executiva, a contratação do seguro viagem deve ser considerada ainda nas etapas iniciais da organização, juntamente com a compra das passagens aéreas e a reserva de hospedagem.
Entre as coberturas mais procuradas estão assistência médica, proteção para bagagens extraviadas e reembolso de despesas em casos de cancelamento de viagem, conforme as condições previstas em contrato.
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Custos médicos nos Estados Unidos acendem alerta

Outro fator que exige atenção dos viajantes é o custo do atendimento médico nos Estados Unidos, principal sede do torneio e país com um dos sistemas de saúde mais caros do mundo.
Segundo dados da Omint Seguros, atendimentos simples para problemas de saúde de baixa complexidade podem custar até US$ 300. Consultas com especialistas variam entre US$ 1.050 e US$ 4.000.
Em situações de emergência, os valores aumentam significativamente. Atendimentos hospitalares podem custar entre US$ 15 mil e US$ 30 mil, enquanto cirurgias e internações de maior complexidade podem ultrapassar US$ 100 mil.
Para Anna Angotti, esses números reforçam a necessidade de incorporar a proteção ao orçamento da viagem.
“O seguro viagem representa uma parcela relativamente pequena do investimento total, mas pode fazer uma grande diferença diante de uma emergência. Mais do que uma proteção financeira, ele oferece suporte para que o viajante consiga seguir seu roteiro mesmo diante de imprevistos”, destaca.
Com expectativa de alta demanda, custos elevados e uma operação logística mais complexa, a Copa do Mundo de 2026 deverá levar os torcedores brasileiros a antecipar decisões e investir em um planejamento mais detalhado. Para especialistas do setor, a preparação adequada será um dos fatores determinantes para que a experiência de acompanhar a Copa aconteça com mais segurança e tranquilidade.







